AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

           

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Gálatas, realizou uma detalhada explanação sobre a existência de um fruto que julga ser imprescindível na vida daquele que é nascido de novo; fruto este, que nasce naturalmente no ramo que está ligado à oliveira; ao qual chamou de FRUTO DO ESPÍRITO. No mesmo texto, descreveu também minuciosamente sobre algo que se opõe, de maneira ferrenha e obstinada, a este fruto; e a isto, chamou Paulo de OBRAS DA CARNE.

Eis aqui um texto que o apóstolo escreveu para enfatizar esta inimizade que há entre as obras da carne e o fruto do Espírito: “Porquanto os que são segundo a carne, inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito”. Porque a inclinação da carne é morte; é inimizade contra Deus, mas a inclinação do Espírito é vida e paz.  Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus, e, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

Procuremos então seguir o raciocínio de Paulo, para então obtermos uma definição mais precisa do que é cada um desses dois oponentes citados na bíblia.

Vejamos primeiramente o que significa o fruto do Espírito: Alguns o chamam de frutos do Espírito, contudo, se nós observarmos com atenção o que está registrado na bíblia, veremos que, a palavra fruto está no singular, ou seja, o fruto do Espírito é um só. O que ocorre, é que assim como qualquer fruto é constituído de várias partes como: casca, polpa e sementes; assim também o fruto do Espírito Santo se manifesta de várias formas, na vida de um servo de Deus.

Mas é importante frisar que não há como possuir uma característica deste fruto sem possuir as outras. Se na minha vida verdadeiramente, brotou o fruto do Espírito Santo, terão que ser manifestas então, todas as outras particularidades deste fruto no meu viver diário, pois ele é um só, constituído de várias características.

Segundo o registro de Paulo em Gálatas 5: 22 há uma relação de nove manifestações atribuídas ao fruto do Espírito Santo de Deus. São elas: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.

E ainda no livro de efésios 5: 9 o apóstolo faz um complemento dizendo: “Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade”.

O alvo de cada cristão deve ser o de manifestar todas as particularidades desse fruto em sua vida, até porque é impossível, ter apenas uma delas, sem ter o fruto todo.

Como posso dizer que tenho o amor de Deus, e em mim não há alegria? Ou como manifestar a fé sem temperança; ou ainda, como ser longânime sem ser benigno?

Não é difícil descobrir se estamos vivendo segundo o Espirito de Deus ou não, as nossas próprias obras já evidenciam isto, porque as obras da carne, nem de longe se parecem com as obras de quem tem em si mesmo o fruto do Espirito.

Vejamos agora a respeito das obras da carne citada pelo apóstolo, as quais, ele considerava, como inimigas do seu espírito, pois enquanto este anelava por agradar a Deus, seu corpo corruptível militava contra ele para satisfazer a vontade da carne, de tal forma que o servo de Deus, reconhecendo toda a fragilidade do seu corpo, exclamou: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”. Romanos 7: 24.

Vejam a declaração que ele dá de si mesmo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.  Romanos7: 18-19.  

Agora observemos a descrição de Paulo com respeito às obras da carne: “as obras da carne são conhecidas, as quais são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro como já, outrora, vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”. Gálatas 5: 19.

Vemos então nesta afirmação, que há uma série de obras consideradas carnais, coisas que vemos com tanta frequência ao nosso redor hoje em dia, confirmando mais ainda que, não somos do mundo, e que quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele, como dizem as escrituras.

Mas em meio a todo este ensinamento do apóstolo Paulo, o que realmente precisamos entender é que todas estas obras da carne, bem como as manifestações do fruto do Espírito, se dão naturalmente na vida de um ser humano, sem que haja mesmo, muito esforço para isso; dependendo tão somente da árvore a que este está ligado e do nível de intimidade que mantém com ela.

A questão principal é: Sou verdadeiramente um ramo ligado à oliveira, sendo participante da raiz e da ceiva desta árvore para me alimentar? Ou ainda permaneço como zambujeiro, que nunca foi enxertado na oliveira, e por isso, não consigo manifestar o fruto do Espírito Santo?

Jesus disse: “Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” Mateus 7: 16.

Amados, se em nossa carne não habita bem algum, como então poderemos confiar nela? O melhor mesmo é morrer para o mundo, crucificando a nossa carne, esvaziando-nos de nós mesmos, a fim de ganharmos a Cristo, em quem, pela fé, sabemos que nossas vidas estão escondidas.

 

Louvai ao Senhor!

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