CARTILHA PARA EVANGELIZAÇÃO
PRIMEIRA PARTE
APRESENTAÇÃO E INDICAÇÃO PARA EVANGELIZAÇÃO
SITE:   www.cristoeaverdade.net
ITEM I

A P R E S E N T A Ç Ã O

            É com regozijo na alma e júbilo no coração, que apresentamos aos amados irmãos esta CARTILHA PARA EVANGELIZAÇÃO, formada com Estudos Bíblicos do site, disponíveis numa sequencia lógica e prática  que irá  facilitar a evangelização tanto para o ministrante, como   ao discipulado, começando  pela queda de Adão e Eva no Jardim do Éden, até a vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatamento da sua Igreja. Tudo fundamentado na Palavra de Deus, bem como exortações, admoestações e orientações sobre a verdadeira doutrina, a essência da verdade do Senhor Jesus Cristo.

          Este é o nosso compromisso, anunciar o Evangelho do Senhor Jesus Cristo alem das fronteiras oceanos e marres, nos quatro ventos da terra e até nos confins do mundo, para que o derramamento do sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, na cruz do Calvário seja para purificação de todo pecado e salvação de muitas almas.

            Portando, use o conteúdo da CARTILHA e do site www.cristoeaverdade.net livremente e sinta-se à vontade para imprimir e distribuir essa material, estará assim nos ajudando a espalhar essa semente, o Evangelho de Cristo, porque assim Ele ordenou aos seus discípulos dizendo:

Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado  (Marcos 16.15,16).  

ITEM II

INDICAÇÕES PARA INICIAR A EVANGELIZAÇÃO

            Disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado (Marcos 16.15,16).

Irmãos, esse mandamento é para todo aquele que recebeu a oferta da salvação, para que venha a multiplicar os talentos recebidos, porque anunciar o Evangelho não é responsabilidade e nem privilégio da liderança ou de um grupo de irmãos especialmente designado para isso, essa atribuição é para todos.

No Evangelho de Cristo há inúmeras referências citando que todos devem anunciar, porque aquele que se envergonhar do Senhor aqui na terra, Jesus também, se envergonhará dele diante do Pai.

E para isso, não precisa estudar teologia, curso bíblico de discipulado, mas o princípio para iniciar a evangelização é buscar sabedoria espiritual na palavra, especificamente no Evangelho de Cristo, o qual possui o conteúdo necessário para fazê-los um pregador. O qual não foi escrito por vontade de homem algum, mas toda palavra foi divinamente inspirada pelo Espírito Santo de Deus (II Pedro 1.20,21).

Por isso aconselhamos aos amados em Cristo, ler os nossos textos conferindo tudo em sua bíblia, porque a palavra exorta que maldito é o homem que confia no homem, mas bem aventurado o homem que deposita a sua confiança no Senhor.

Porem, antes de iniciar a leitura ore e peça a Deus, em nome do Senhor Jesus, para que lhes dê discernimento espiritual da palavra pelo seu Espírito Santo, e caso não havendo discernimento, deve-se persistir na oração, jejum e santificação, buscando em Deus a sabedoria espiritual, porque quem anuncia a palavra precisa conhecer o que está pregando, e quem recebe precisa de percepção espiritual, para ambos seguirem sem desviar do caminho de Deus.

Quando devemos anunciar o Evangelho? Sempre que possível, em qualquer lugar, dia, hora, e em qualquer situação. E quando saírem especificamente para evangelizar, se possível saia em duas pessoas, ou seja, dois irmãos, ou marido e mulher. Andar em dois não é uma regra, mas seguir os ensinamentos do Senhor Jesus, o qual sempre os enviou de dois em dois.

A quem devemos anunciar o Evangelho? A todos que não conhecem a palavra de Deus, independente de raça, sexo, cor, credo religioso, classe social ou financeira, porque Senhor Deus não faz acepção de pessoas. È aconselhável também, se disponibilizar aos discipulados para ensiná-los nas suas residências, agendando previamente horário e datas, e fazê-los acompanhar os ensinamentos na bíblia.

E não tenham receio de pregar a verdade (João 8.32), porque na palavra de Deus não há censura, você pode pregar a bíblia toda e em todo lugar, o que precisamos é buscar no Senhor a sabedoria para anunciar a sua verdade com exatidão, como também não se deixar vencer por aqueles que possuem sabedoria material, evitando sempre contenda com esses, a qual Deus abomina.

É indispensável estar preparado espiritualmente, porque aparecerão muitas situações atípicas e o servo de Deus não poderá ser surpreendido, sem que lhes dê uma resposta coerente. Muitos lhes pedirão aconselhamento, oração para enfermos, farão perguntas sobre a palavra, e o Apocalipse. Mas não se preocupem, o Espírito de Deus falara em vossa boca.

E há também os inspirados por satanás para elaborar perguntas capciosas para fazê-los contraditar na palavra. Exemplo: Quem foi à mulher de Caim? Ou o que Jesus escrevia na terra quando o apresentou a mulher adúltera? Mas digo, esses são escarnecedores da palavra, não percam tempo tentando justificar-se.

Preparar-se espiritualmente porque a combate é intenso, assim como os Judeus contestavam a Jesus, hoje também virá muita contestação e rejeição à verdade de Cristo, mas não vos assusteis, é o cumprimento da palavra do Senhor Jesus, o qual disse: Quem vos ouve a vós a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou (Lucas 10.16).

Aconselhamos aos irmãos a perseverarem na fé, em constante oração e santificação, buscando no Evangelho de Cristo o conhecimento pleno da verdade e do crescimento espiritual. Então o irmão poderá perguntar: Por que meditar especificamente no Novo Testamento?  

Porque o próprio Jesus recomendou dizendo: Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura (Marcos 16.15). Observem que Ele mandou pregar o Evangelho e não o A. T. porque em I Coríntios 15.1,2, a palavra afirma que a salvação vem pelo Evangelho, isso é, pela pregação do Novo Testamento, e a recomendação para meditação no Antigo Testamento é nos livros de Salmos (Efésios 5.19), compreendendo também os demais livros poéticos como Jó, Eclesiastes e provérbios.

Mas nada temas, medite, busque e confie no Senhor teu Deus, porque Ele tem um ministério grandioso para todos que buscam ouvir a sua voz e fazer a sua vontade, porque ninguém foi chamado somente para esquentar banco de igreja, mas para anunciar que servimos a um Deus forte, que deu seu único Filho a morrer em sacrifício para libertar o homem do pecado e da morte, pelo seu próprio sangue.

Aconselhamos também, os irmãos a realizarem os ensinamentos, na ordem em que os estudos foram expostos, desde o pecado de Adão no Éden à vinda de Cristo para arrebatar a sua igreja, ou conforme vier discernimento do Espírito Santo de Deus.

PARA A SUA MEDITAÇÃO:

Irmãos, se algum dentre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados (Tiago 5.19,20).

ITEM III

A QUEM ORDENOU JESUS PREGAR O EVANGELHO?

            Considerando que Cristo ordenou a igreja de forma imperativa pelo “IDE” (Marcos 16.15), então perguntamos: A quem designou Jesus a pregar o Evangelho? Na sua concepção a ordenança é somente para a liderança das instituições religiosas, aos missionários especificamente treinados ou para todos que receberam a oferta da salvação? Vamos meditar na Verdade legada no Evangelho do nosso Salvador.

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

Em Mateus 25.14-30, a Palavra descreve a Parábola dos Talentos, sobre a qual, disse Jesus:

Partindo um homem para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, também granjeou outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor.

E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. E, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos.

Como também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos.

Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros.

Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

TALENTO: Peça de ouro ou prata usada como dinheiro (II Reis 18.14) que no tempo do Reinado de Cristo aqui, era equivalente a seis mil Dracmas (Mateus 25.15).

Como tivemos a oportunidade de conhecer, durante o tempo do Senhor Jesus na terra, o talento era uma espécie de moeda corrente em sua região, mas, o talento aqui por Ele citado, não era uma unidade monetário do sistema comercial.

Entretanto, neste texto, o Senhor Jesus demonstra numa narrativa alegórica, comparando valores de ordem material, em alusão ao que está no nível superior falando de coisas espirituais, comparando a obediência e respeito de um servo fiel ao seu senhor, e a grandeza da obra salvadora da vida eterna pela pregação do seu Evangelho.

O Senhor usa a figura da moeda, mas num domínio espiritual, O qual exaltou aos servos multiplicadores da dádiva, dizendo: Fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Entre no gozo do teu senhor.

E o muito, prometido aos servos fieis, não era bens materiais, mas era muito mais que isso, porque se referia ao gozo da vida eterna, pois na metáfora de Cristo, os talentos são almas preciosas resgatadas pela aspersão do seu próprio sangue, narrado em parábola para os que hoje recebem a oferta da salvação, exemplificando que devemos proceder como os servos bons e fieis, isto é, trabalhar para anunciar o Reino de Deus e as virtudes da vida eterna, para honrar o chamado do Mestre e multiplicar a oferta da vida eterna.

            Observe a recomendação do Senhor Jesus, em João 15.16: Não me escolhestes vós a mim, mas eu escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.

Amados, por ocasião do chamado a tomar posse da oferta da salvação através do arrependimento e conversão pela aspersão do sangue de Cristo, a dádiva não é para se usar individualmente, ou guardar a promessa em sigilo, mas precisamos compartilhar a graça e multiplicar almas para o Reino do Senhor Jesus, anunciando a salvação para os que não conhecem o Evangelho, para que também sejam libertos dos pecados e venham a receber o dom da vida eterna.

Porque o compromisso para fazer a obra de Deus e anunciar a salvação aos que andam em trevas, não é exclusividade apenas do líder da comunidade evangélica ou de um grupo de missionários treinados especialmente para fazer a evangelização, mas todos que recebem o talento (a graça da salvação) devem, isto é, tem o dever e o compromisso de anunciar o Evangelho para fazer a obra de Cristo.

Mas aquele servo que recebe as virtudes do Espírito Santo para salvação, e toma para si o ministério de “esquentar banco”, ainda que tenha participação ativa na sua comunidade evangélica, mas, se não evangelizar e não ganhar almas para Cristo, esse servo é inútil e estará enterrando o talento que lhe fora confiado para multiplicá-lo.

Pois a palavra do Senhor na primeira carta aos Coríntios 12.31 descreve: Procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.

Mas se não anunciar ao Evangelho, certamente, no grande e terrível dia do Senhor, vai ouvir do próprio Senhor Jesus, as mesmas palavras da parábola, a qual diz:

Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter multiplicado almas para o meu Reino.

Tirai-lhe, então o dom da graça da salvação e lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

          Em sustentação a Parábola dos Talentos, a Parábola do Semeador (Evangelho de Marcos 4.1-20), conta que Jesus ensinava junto ao mar para uma grande multidão; fazendo menção do pregador de boas novas ao semeador, o qual disse:

            E o semeador saiu a semear, e uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram. E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu, mas logo morreu porque não tinha terra profunda, e outra caiu entre espinhos, e os espinhos a sufocaram e não deu fruto.

            Mas outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem.

            E, no versículo 14 deste capítulo Jesus instrui que, o que semeia, semeia a palavra; e os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a Palavra e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um, multiplicando assim o talento recebido.

PREGAR O EVANGELHO É COMPROMISSO DE TODOS

         Na carta aos Romanos 10.14-17, a Palavra faz um verdadeiro apelo para que todos anunciem o Evangelho, meditemos: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?

            E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus.

            Irmãos, o compromisso para anunciar o Evangelho é muito sério, medite nas palavras do nosso irmão Paulo, descritas em I Coríntios 9.16,: Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!

            Semelhantemente, em Mateus 9.36-38, vendo Jesus a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor. Então advertiu aos seus discípulos dizendo: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.

            E neste texto, apesar da advertência ter origem no Antigo Testamento (Ezequiel 3.18-21), é uma profecia, e se ajusta plenamente para nós, apreciem a ordenança do próprio Senhor Deus:

            Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não o avisando tu, não falando para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.

            Mas, se avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu caminho ímpio, ele morrerá na sua maldade, mas tu livraste a tua alma.

            Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei.

            Mas, avisando tu o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.

           Essa orientação do Senhor foi ratificada no Novo Testamento e citada por Paulo no livro de Atos 20.26, 27, dizendo: No dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos; porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.  

            E o capítulo 5 de Marcos, conta que na província de Gadareno, havia um homem que era possuído por uma legião de espíritos imundos, o qual morava em sepulcros e cadeia alguma podia lhe segurar, mas vindo Jesus, expulsou os espíritos e esses tomaram uma manada de porcos, que se precipitou no mar, morrendo todos.

            E o homem ficou liberto, e pediu a Jesus que deixasse ir com Ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis a benignidade de Jesus e todos se maravilhavam.

            Assim também, a mulher samaritana (João 4) deixou o seu cântaro, e foi à cidade, e anunciou Jesus aos homens. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher.

            E os chamados pelo Senhor Jesus, Ele os capacitará a cada um com os dons espirituais para fazer a obra, ainda que produza apenas trinta frutos, grande será o galardão no Reino de Deus. Pois no livro de Lucas 24.47, Jesus ordenou que em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.

            Outra peculiaridade interessantíssima, vem na segunda carta aos Coríntios 10.15, 16, onde a Palavra faz uma séria advertência, a qual não está sendo observada por muitos, e, principalmente pelos pregadores, vejamos:

            Não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios; antes, tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos engrandecidos, para anunciar o Evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem, para não nos gloriarmos no que já estava preparado.

            A doutrina de Cristo revela que o intercâmbio religioso entre os dirigentes das igrejas denominacionais, como de costume, permutar a pregação ou trazer pregadores de outras localidades para ministrar em campo de outrem, é uma cultura que contradita o Evangelho, pois a ordenança de Cristo é para buscarmos as ovelhas perdidas (Lucas 15.4-7), ou seja, anunciar o Evangelho aos que não conhecem a Palavra que cura, liberta e salva, pela aspersão do sangue de Cristo.

Esses testemunhos e recomendações do Senhor, vem para nos encorajar a assumirmos a obra do ministério, para a qual fomos chamados. E, para anunciar o Evangelho não há necessidade de ingressar em curso bíblico de discipulado, faculdade de teologia, nada disso, aliás, não deve, porque você tem em suas mãos a maior fonte de sabedoria e inspiração, a bíblia sagrada. É só buscar a unção no Espírito Santo de Deus, meditar, e Ele vos ensinara todas as coisas (I João 2.27).

Porque foste chamado por decreto do Altíssimo e o seu compromisso com a obra de Deus não veio por acaso, talvez você não tenha dimensão da grandeza do seu ministério, e certamente não é esquentar banco congregação alguma, dizendo amem a tudo que ouve.      

Mas, vai para os teus e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti.

QUANDO E A QUEM DEVEMOS EVANGELIZAR

Quando devemos anunciar o Evangelho? Sempre que possível, em qualquer lugar, dia, hora, e em qualquer situação. E quando saírem especificamente para evangelizar, se possível saiam em duas pessoas, ou seja, dois irmãos, ou marido e mulher. Andar em dois não é uma regra, mas seguir os ensinamentos do Senhor Jesus, o qual sempre enviou os seus, de dois em dois.

A quem devemos anunciar o Evangelho? A todos que não conhecem a palavra de Deus, independente de raça, sexo, cor, credo religioso, classe social ou poder econômico, porque o Senhor Deus não faz acepção de pessoas. È aconselhável também, se disponibilizar aos discipulados para ensiná-los nas suas residências, agendando previamente horário e datas, e fazê-los acompanhar os ensinamentos na bíblia.

E não tenham receio de pregar a verdade (João 8.32), porque na palavra de Deus não há censura, você pode pregar a bíblia toda e em todo lugar, o que precisamos é buscar no Senhor a sabedoria para anunciar a sua verdade com exatidão, como também não se deixar vencer por aqueles que possuem sabedoria material, evitando sempre contenda com esses, a qual Deus abomina.

É indispensável estar preparado espiritualmente, porque aparecerão muitas situações atípicas e o servo de Deus não poderá ser surpreendido, sem que lhes dê uma resposta coerente. Muitos lhes pedirão aconselhamento, oração para enfermos, farão perguntas sobre a Palavra, e o Apocalipse. Mas não se preocupem, o Espírito de Deus falara em vossa boca.

ITEM IV

POR ONDE DEVEMOS INCIAR A PREGAÇÃO

Em Hebreus 12.16 e 17, recomenda a Palavra, que: Ninguém seja fornicário ou profano, como Esaú, que, por um prato de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura, e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou.

            Esse foi o resultado pela desobediência do homem no Éden, Deus o expulsou do Paraíso que havia formado para ele viver eternamente, e colocou anjos vigiando o caminho da Árvore da Vida, que é o Paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado. Por isso, Esaú pecou, e quando veio o arrependimento, não achou lugar para alcançar o perdão.

            O homem estava destituído da glória do Senhor (Romanos 3.23). E olhou Deus desde os Céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que O buscasse, e não viu um justo, nenhum sequer (Salmos 53.2 e 3), o homem estava morto na maldição do pecado.

            Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gálatas 4.4 e 5). A promessa do Messias para restaurar a Israel estava estabelecida.

            Esse retrospecto visualizando o homem depois do pecado no Éden, o qual se encontrava sem lugar para arrependimento e sem esperança para a salvação, se fez necessário para elucidar o questionamento que vem sempre a mente: Por onde devemos iniciar a evangelização? Apesar da aparente simplicidade, esta pergunta é de uma profundidade extraordinária, vamos meditar na Palavra.

            A princípio, hoje vivendo a era da graça, o Senhor mandou pregar o Evangelho (Marcos 16.15), porque a salvação virá pela doutrina preceituada por Jesus Cristo no Novo Testamento (I Coríntios 15.1, 2). Porem, o assunto eficaz da pregação inicial para evangelização é o arrependimento. Vejamos

            E meditando na Palavra, conhecemos o legado do profeta João Batista, enviado de Deus como um anjo, o qual apareceu no deserto pregando o batismo do arrependimento para remissão dos pecados (Marcos 1.1-8), o qual, foi designado por Deus à preparar o caminho que Jesus iria percorrer.

            João Batista exerceu um ministério de uma grandiosidade admirável, o qual foi por Cristo considerado o maior entre os nascidos de mulher (Mateus 11.11) e o único a receber o Espírito Santo no ventre da mãe (Lucas 1.39-45). O seu ministério era especificamente desbravar a trajetória do Mestre, anunciando o arrependimento, batizando e aconselhando aos pecadores que se arrependessem, para perdão dos pecados.

            E no Evangelho do apóstolo João 1.28, 29, descreve que João Batista continuava batizando em Betânia, da outra banda do Jordão, viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

            E, tendo Jesus recebido o batismo de João e ungido pelo Espírito Santo de Deus (Mateus 3.13-17), foi conduzido ao deserto pelo Espírito, jejuou por quarenta dias e quarenta noites. Sentiu fome, sendo tentado pelo diabo, o repreendeu.

            Voltou Jesus para a Galiléia, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali, e o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou. Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

            Observe que o Senhor Jesus ratificou a obra iniciada por João Batista, sendo a sua primeira pregação, o arrependimento, porque era chegado o Reino de Deus (Marcos 1.14 e 15). E em Lucas 5.32, disse Jesus: Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.

            O que também confirma que a evangelização deverá ser iniciada pelo arrependimento, vem no dia de Pentecostes, Atos 2.37-39, onde Pedro, cheio do Espírito Santo, pregou a multidão e, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?

            E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.   Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.

            A palavra instrui que ao iniciarmos uma evangelização, devemos começar pregando o arrependimento, porque pelo arrependimento, vem a conversão, pela conversão será acrescentado a fé, e través da fé, virá o selo da promessa para a salvação da vida eterna (Efésios 1.11-13, 2.8 e Atos 16.31).

            Porque o arrependimento é imprescindível à conversão, é o primeiro grande passo ao ouvir o chamado do Senhor, pelo seu Espírito Santo (Apocalipse 3.20), o qual vos convencerá à rejeição do pecado e produzirá o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7), porque o nascer de novo é a maior obra de Deus na alma humana para herdar a vida eterna.

            E ao recebermos o selo da promessa para a salvação através do Espírito Santo, estamos libertos da obra do pecado, recebemos um coração novo, dotado de amor, perdão, fé, bondade, santificação e perseverança para uma vida eterna com Jesus Cristo e todos os seus santos anjos.

            São inúmeras as referências bíblicas sobre o tópico, e uma das que mais se destacam consta no capítulo 3 de João, ocasião em que um príncipe judeu chamado Nicodemos foi ter com Jesus a noite, e O reconheceu como Mestre vindo de Deus para salvar o homem do pecado, porem respondeu-lhe Jesus:

Aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus. Perguntou Nicodemos: Mestre como pode um homem nascer sendo velho? Por ventura poderá entrar novamente no ventre de sua mãe e nascer?

Então lhe disse Jesus: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito.  Não te maravilhes de ter dito, necessário vos é nascer de novo.

           Considerem a grandeza da sabedoria do Senhor Jesus Cristo, que não disse sobre a necessidade do novo nascimento a um ladrão, um crápula ou a uma prostituta, os quais sobrecarregados de pecado necessitavam de uma mudança radical e urgente, mas admoestou justamente a um homem de conduta ilibada, temente a Deus, religioso, zeloso da lei de Moisés, príncipe dos Judeus, o qual trazia consigo a certeza que Cristo verdadeiramente era o Filho de Deus.

Porem, para herdar a vida eterna, aquele homem, com todos esses atributos, encontrava-se nas mesmas condições dos demais pecadores, porque lhe faltava o essencial para alcançar a salvação: O arrependimento, a conversão, e a fé para sepultar o velho homem pecaminoso, e produzir o novo nascimento pela aspersão do sangue do Senhor Jesus Cristo.

O nascer da água é o arrependimento, e o nascer do espírito a conversão, a fé para crer verdadeiramente no sacrifício de Cristo na cruz, para remissão dos pecados, crer na ressurreição de Cristo para a salvação da vida eterna. Obediência aos mandamentos do Senhor Jesus para fazer somente a sua vontade e recebê-Lo como único e suficiente Salvador da sua vida.

O Arrependimento e a conversão nos fazem uma nova criatura, porque o Espírito Santo de Deus passa a habitar em nós, e nos regenera da obra da carne e do pecado. Quando despojamos da natureza pecaminosa do velho homem que jazia sob os cuidados da carne, ganhamos um novo coração, porque libertos estamos das obras da carne e do pecado. A nova criatura é inclinada para o fruto do Espírito, a santificação, provando a boa palavra de Deus, o dom celestial, sendo participante do Espírito Santo e das virtudes do século futuro.

E aquele que não nascer de novo, não pode ter domínio sobre a carne e o pecado.  O velho homem, governado pela carne servindo ao pecado, estava separado da comunhão com Deus. Mas ao nascer de novo, está liberto do poder do pecado e da morte, para viver segundo a vontade de Deus. Uma vez restabelecida a paz com Deus pelo sangue de Cristo, isto é, Deus está em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, pôs em nós a palavra da reconciliação.

No capítulo 5 da carta aos Coríntios, a palavra do Senhor descreve que conhecendo o temor do Senhor, também somos conhecidos por Deus, o qual deu o seu Filho a morrer por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo, porque se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

E para alcançar a salvação para a eternidade, não basta apenas ser religioso e compromissado com as doutrinas institucionais, não basta a Palavra do Senhor entrar no entendimento humano ou na sabedoria material, é preciso muito mais, é indispensável o arrependimento, a conversão, abrir a porta para Cristo entrar no seu coração para fazê-lo uma nova criatura lavada e remida no sangue do Cordeiro de Deus, porque em nenhum outro há salvação.

ITEM V

E QUANDO A CASA FICAR PEQUENA PARA ABRIGAR AOS IRMÃOS

            Sabemos que muitos ficam assustados, outros fascinados ao conhecer a diferença de ensinamento bíblico, entre os que amam a Deus verdadeiramente em Espírito e em Verdade, e a doutrina que permeia nas instituições religiosas denominacionais que o homem chama de “igreja”, pois os eruditos que fazem a mídia dentre os evangélicos criaram o mito que para servir a Deus e por Ele ser abençoado, se faz necessário se membra a uma instituição religiosa e dar dinheiro para manter despesas da instituição e a mordomia dos líderes.

Para tanto, temos recebidos inúmeras questões a esse respeito, e as principais preocupações são: E quando ajuntarem-se um grande número de pessoas, como faremos para acomodar todos os servos numa casa?  

Outro questionamento é COMO MANTER A OBRA SEM OS DÍZIMOS E OFERTAS?  Vamos responder segundo a Palavra do Senhor:

         Lembre-se, primeiramente no dia de Pentecostes, agregaram-se ao Evangelho de Cristo quase três mil almas (Atos 2.41), e onde os Apóstolos congregavam com aqueles irmãos, se não  nas casas? Observe que, os Apóstolos pregavam também no templo e nas sinagogas com objetivo de libertar os judeus que persistiam em continuar cumprindo a lei de Moisés, porém, sem qualquer vínculo com essas entidades.

         E a Palavra de Deus no livro de Atos 7.48, diz: O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens. O que fora ratificado no livro de Atos 17.24: O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. 

E os pregadores tratam o local onde se reúnem de “a casa do Senhor”, vinculando santidade e reverências à estrutura material, mas diante da Palavra isso é um equívoco, porque nós somos o templo do Espírito Santo de Deus, observem: Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (I Coríntios 3.16).

            E ainda I Coríntios 6.19 diz: Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

            VELHA ALIANÇA: TEMPLO, SACERDOTES E SACRIFÍCIOS

            O antigo Judaísmo estava centrado em três elementos: O templo, o sacerdócio e o sacrifício. porem, Cristo ao render o seu Espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela sua graça, encerrando-se ali toda ordenança da lei de Moisés.

E Jesus anulou esses três elementos, cumprindo-os em si mesmo. Hoje Ele é o Templo que incorpora uma nova e viva casa, não feita por mãos humanas, mas pelo seu próprio sangue. Ele é o Sumo Sacerdote Eterno e o Sacrifício perfeito e definitivo, por um Novo Mandamento escrito com o seu próprio sangue (João 13.34).

Hoje, no tempo da graça, não existe mais a figura do sacerdote para interceder ao Altíssimo pelos pecados do povo, mas todos que receberam a Jesus como seu Único e suficiente Salvador, dobrará o joelho diante do Pai e será ouvido, em Nome do seu amado Filho.

         Portanto, meditamos na Palavra do Novo Testamento encontramos inúmeras referências que os Apóstolos se reunião nas casas, veja:

         Atos 12.12:  E, considerando ele nisso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.

 Romanos 16.5:  Saudai também a igreja que está em sua casa.  

Colossenses 4.15:  Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfa, e à igreja que está em sua casa.

Filemon 1.2:  E à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa:

Atos 28.30, 31:   Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara e recebia todos quantos vinham vê-lo, pregando o Reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

Jesus sintetizou a sua igreja em uma única frase dizendo: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles Mateus (18.20).

Portanto amado em Cristo, não há dúvida, a forma de congregar é nas casas dos irmãos, porque cada um de nós que recebemos a oferta da salvação, não podemos enterrar o talento, mas espalhar a graça recebida (salvação).

             RECOMENDAÇÕES QUE PRECISAM SER  OBSERVADAS

            A primeira é se conscientizar que assim como as ovelhas são de Cristo, a obra que fazemos também é para honra e glória do seu nome. Portanto, devemos seguir firmemente nesse princípio, pregando nas casas ou onde quer que estejamos, mas com o passar do tempo a obra vai crescer em unidade e a sua residência ficará pequena para reunir com todos os irmãos, mas isso não é problema, é a germinação das sementes espalhadas, as quais produzirão frutos para salvação de muitas almas, para honra e glória do Pai.

            Diante dessa situação, vem em mente o desejo de alugar um prédio para acomodar os que somam conosco, mas o ensinamento bíblico não é esse, por isso precisamos preparar aos irmãos que congregam conosco a guardarem os mandamentos, e ensiná-los a fazer a obra para pescar almas para o Reino de Cristo.

Mas a medida que cada um dos irmãos vão crescendo na fé e estiverem preparados para realizar a obra de evangelização, então assumirão suas funções dentro do ministério e irão pregar o Evangelho em outros locais ou seja nas suas próprias casas e nas casas de outros irmãos, porque essa é a recomendação do Senhor Jesus descrita no Evangelho de Mateus 28.19, ocasião em que disse: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Edição Revista e Corrigida).

Porque o compromisso para fazer a obra de Deus anunciando o Evangelho e a salvação aos que andam em trevas, não é exclusividade apenas para o líder da comunidade evangélica ou de um grupo de missionários treinados especialmente para fazer a evangelização, mas todos que recebem o talento, a graça da salvação devem pregar a Palavra, isto é, tem o dever e o compromisso de anunciar o Evangelho para fazer a obra de Cristo, ao contrário estará enterrando o talento que deverá ser multiplicado.

            Outro detalhe, em nome do sangue e do sacrifício do Senhor Jesus, não podemos aceitar um centavo sequer, nenhuma recompensa em razão do Evangelho, pois a obra não é nossa, mas do Senhor, e cada centavo que alguém recebe em nome do sangue e do sacrifício Cristo não tenha dúvida que dará conta disso no grande e terrível Dia do Senhor.

            Mas se o pregador ou algum dentre os irmãos tiver necessidade poderá receber somente o essencial para o seu sustento diário, ou seja, alimento, pouso, eventualmente um calçado ou roupa, mas dinheiro em nome do sangue e do sacrifício do Senhor, jamais poderão receber, porque o galardão daqueles que servem a Deus não está nas coisas deste mundo, mas nos dias vindouros.

            Apesar de reconhecer o direito, Paulo exemplificou que não tirava proveito disso, para não por impedimento na obra de Cristo.

            E de forma alguma podemos seguir o exemplo dos pregadores que não tem compromisso com Deus, os quais usam o sacrifico do Senhor para tomar dinheiro dos irmãos mas Cristo já pagou o mais alto preço pela aspersão do seu próprio sangue.

Sendo assim, não é recomendável alugar e nem construir nenhuma edificação material para reunirem-se, porque virão despesas, haverá necessidade de coleta, e acabará como as demais instituições religiosas.

Porque a coleta recomendada por Paulo não era dinheiro para a instituição, mas as coisas indispensáveis no cotidiano para suprir as necessidades dos mais pobres dentre os irmãos.

Recomendamos aos amados em Cristo a leitura da CARTILHA na íntegra, para conhecerem todos os assuntos que serão abordados na realização da obra.

CARTILHA PARA EVANGELIZAÇÃO
SEGUNDA PARTE
ESTUDOS BÍBLICOS
PARA
EVANGELIZÃO
SITE:   www.cristoeaverdade.net

ITEM I

A MORTE PELO PECADO E A RECONCILIAÇÃO  PELO SANGUE DE CRISTO

No princípio, criou Deus o Céu, a terra e o sistema planetário, e os seres viventes, e disse: Façamos  o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança e domine sobre os peixes, aves,e tudo o que se mova sobre a terra.

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e o colocou no Jardim do Éden para lavrar e guardar, e ordenou Deus ao homem que comesse de toda árvore do jardim livremente, mas alertou: da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia que dela comeres, certamente morrerás (Gênesis cap. 1-3).

Do pó da terra criou Deus o homem a sua imagem, conforme a sua semelhança, e o colocou num paraíso para viver em abundância de bens, a prosperidade não era um ideal a ser alcançado, mas uma realidade a ser apossada para desfrutar das maravilhas disponíveis. Deus lhe deu também poder para dominar sobre todas as coisas, o Senhor Deus havia criado as condições ideais para o homem viver em felicidade plena eternamente.

            Deus criou o homem livre e lhe ordenou guardar o Paraíso, lhe deu  autoridade sobre a ação do diabo, e  alertou: da árvore da ciência do bem e do mal,  dela não  comerás, porque no dia que dela comeres, certamente morrerás (Gênesis 2.17).

            Porém, não impôs condições ao homem para obediência, Ele queria ser respeitado pelo seu amor a criatura, pelo laço fraternal de amor entre ambos. Deus deu-lhe a opção de escolher a semente que desejasse plantar, avisando porem de antemão, que a colheita seria inevitável.  

            Mas a mulher, sugestionada pela serpente (o diabo), indiscreta em conhecer o que o Senhor Deus havia proibido, ambicionando ser igual a Deus, e vendo a árvore desejável, agradável aos olhos, tomou do seu fruto e comeu e deu também ao seu marido e ele comeu também (Gênesis 3.6). O pecado havia se consumado, e a morte entrado no homem pelo pecado. O paraíso que Deus havia confiado ao homem para o guarda e proteger, ele acabava de perder, vindo a ser o seu escravo de satanás.

            A promessa de viver eternamente havia se encerrado definitivamente pela prática pecado. O homem estava morto, não só espiritualmente, mas também a morte física, por esta razão a palavra do Senhor na carta aos Romanos 6.23 diz: O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida a vida eterna.

            Deus amaldiçoou a serpente e disse: Porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (Gênesis 3.15). A mordomia que o Senhor preparou para ao homem também havia acabado, em Gênesis 3.19 disse Deus: No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes a terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornará.  A sua morte física também estava determinada.

            E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida (Gênesis 3.24).

Com a inimizade criada com Deus, o homem que fora criado para dominar e viver eternamente estavam definitivamente separados de Deus pela sua insubordinação. O Senhor colocou anjos ao redor do Paraíso impedindo que o homem, agora na condição de pecador vivesse eternamente.

            A terra foi amaldiçoada e com isso vieram todos os desajustes que vivemos hoje, o homem ficou vulnerável as enfermidades, dores e aflições. A fome, a miséria, e angústia passaram a fazer parte do cotidiano, satanás teve domínio sobre o homem que passou a viver sob a maldição do pecado. De dominador passou a condição de escravo, satanás de posse do império da morte, passou a assolar e afligir a humanidade.

            O homem, a maior obras das mãos de  Deus  sobre a terra, para tanto   o fez a sua própria imagem, conforme a sua  semelhança, o amor  de Deus por essa criatura é coisa imensurável, o Senhor o trata como a menina dos seus olhos, o Senhor Deus poderia tê-lo abandonado  no pecado pela sua desobediência e rebeldia, mas não o fez, apesar da sua tristeza e frustração, não desistiu de lhe dar  uma nova oportunidade para a salvação, ainda que para isso pagasse o mais alto preço, o preço do sangue do seu próprio filho.

            O Senhor havia preparado um plano para restabelecer a sua reconciliação (Gênesis 3.15), ofereceu o seu único filho em expiação, ainda que para isso houvesse derramamento de sangue para resgatar o homem da maldição do pecado e lhe ofertar novamente a libertação e a vida eterna.

            A exortação é um alerta para que estejamos atentos, satanás veio para matar, roubar e destruir, e ao contrário do que muitos imaginam, não surgi de forma arrepiante, com chifres, tridente, espalhando fogo por todos os lados. Ele se infiltra sutilmente, de maneira dissimulada, aparentando uma fruta boa para se comer, agradável aos olhos, desejável, e não nos deixa aperceber que aquela fruta com aparência agradável é uma armadilha que levará a morte, não só a morte material, mas principalmente a morte espiritual, e muitos, por não vigiar, têm sido sucumbidos pela astúcia do diabo.

O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO

            Mas Deus na sua infinita misericórdia, mesmo depois da desobediência do homem, nunca desistiu de amá-lo, sempre tentando aproximação com o homem, escolheu para si um povo especial, os descendentes do Patriarca Abraão, o nosso pai na fé, para herdar a terra prometida.

            E ainda no livro de Gênesis 17.1-10, narra que sendo, pois Abrão da idade de 99 anos apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: “Eu sou o Deus Todo-poderoso, anda em minha presença e sê perfeito. E porei o meu concerto entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente. Então caiu Abrão sobre o seu rosto e falou Deus com ele dizendo:

Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e será o pai de uma multidão de nações. E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome, porque por pai da multidão de nações te tenho posto.

            E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti.  Este é o meu concerto, que guardarei entre mim e vós, e a tua semente depois de ti: Que todo o macho será circuncidado.

            Deus disse mais a Abraão: Gênesis 17.15-19: A Sarai tua mulher não chamará mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome; Porque eu a hei de abençoar, e te hei de dar a ti dela um filho, e abençoarei, e será mãe das nações, reis de povos sairão dela (Gênesis 17.15-19).

            Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara da idade de noventa anos?   E disse Abraão a Deus: Oxalá que vivo Ismael (filho de Abraão com a serva Agar) diante de teu rosto!

            E disse Deus a Abraão: Na verdade, Sara tua mulher te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele. E quanto a Ismael também te tenho ouvido, eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente, doze príncipes gerará e dele farei uma grande nação.  “O meu concerto, porém estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte”

SACRIFÍCIOS E HOLOCAUSTOS NÃO AGRADARAM A DEUS

            O separou o povo de Israel, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, e deu-lhes uma lei pelo ministério do seu servo Moisés, porém, tendo a lei, a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, já indicava que somente pelo derramamento de sangue (Levíticos Cap. 1, 3, 4…) seriamos reconciliados com Deus e alcançaríamos a salvação da vida eterna.

            O sumo sacerdote, ele sozinho, entrando no santuário uma vez por ano, não sem sangue, oferecia sacrifício, por si e pelos pecados de ignorância do povo. Mas os holocaustos e sacrifícios não agradaram ao Senhor, o qual disse:

            I Samuel 15.22 – Tem por ventura o Senhor, tanto prazer em holocausto e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar.

            Isaias 1.11 – De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.

            Desde o antigo testamento, os homens que temiam e amavam a Deus buscavam agradar-lhe com holocausto e expiação de animais, tendo sido estabelecido esse sacrifício pela lei, a qual veio como um simbolismo das coisas que haveriam de acontecer, e, pelos sacrifícios de animais, o Senhor figurava de antemão a expiação do sangue do seu filho Jesus Cristo que viria para remir o homem dos pecados, e lhes ofertar a vida eterna. Vejamos:

            Hebreus 9.11, 12 – Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuro, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

A PROMESSA DO REDENTOR

            Isaías 9.6 diz: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

            Lucas 1.32, 33 – Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. Verdadeiramente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; ferido de Deus e oprimido.  Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.

           Andávamos como ovelhas desgarradas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele à iniquidade de nós todos.  Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a boca.. (Isaias 53.4 a 7)

           O Senhor Deus já sabia que sem derramamento de sangue não haveria salvação, então o próprio Deus veio na aparência de homem (João 1.1, 14). O verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus.

E, por isso, é Mediador de um Novo Testamento, Porque, onde há testamento, necessário é que intervenha a morte do testador.  Porque um testamento só tem força onde houve morte, ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?

A LUZ RAIOU ENTRE AS TREVAS

            Mateus 4.16, 17 diz: O povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na  região e sombra da morte a luz raiou.  Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.                             

O homem, pela sua rebeldia havia contraído uma dívida com Deus, e olhando Deus desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e o buscasse; desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há um sequer.                                                       

Porem, Jesus Cristo, sem pecado, não tinha obrigação nenhuma de pagar pela dívida do homem, mas pela sua obediência ao Pai, ofereceu a si mesmo em sacrifício vivo para nos remir de todo pecado. O bom Pastor  dá a sua vida pelas ovelhas.

            O  Reino de Cristo estava estabelecido na terra, tendo sido  ungido por Deus com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele (Atos 10.38).

            Realizou uma obra impar, jamais vista na face da terra, curas, milagres, maravilhas, salvação e anunciou em todo mundo o arrependimento, a conversão  a libertação, a esperança da vida eterna,  pela aspersão do seu próprio sangue.

O TRIUNFO DE CRISTO NA CRUZ

           E tendo chegado  a  sua  hora,  para  que se cumprisse a palavra, foi traído por um dos doze, sendo preso e levado à presença do sumo sacerdote e do rei, começava ali o julgamento mais terrível e cruel da história da humanidade.  O justo, pagando a dívida do pecador, sofrimento, muita angústia e grande dor, mas  Ele não abriu a sua boca.

           Homem  de  dores,  sacrifício  vivo  para remir  o homem do pecado, foi humilhado  das  mais terríveis e diversas   formas. Com  todo  poder para transformar  o universo em  minúsculas  partículas,  ou em  nada, não pediu vingança ao Pai, mas pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo o maior exemplo de bondade e humildade, porque sublime é o perdão. Porque Deus  enviou  o seu  Filho  ao  mundo  não  para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por  Ele.

            Esaú, por um bocado de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou (Hebreus 12.16, 17). 

            O homem, estando morto na maldição do pecado, o Senhor havia colocado anjos vigiando  o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado, pela sua humildade e arrependimento. E, pelo sangue de Cristo, o  homem teve novamente acesso ao perdão e a salvação para a vida eterna.

            Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se  necessário que o próprio Deus se fizesse homem e habitasse entre nós (João  1.14), o qual deu a sua vida  em sacrifício vivo na cruz, para a remissão dos nossos pecados, e ressuscitou ao terceiro dia para a esperança da  nossa salvação (Romanos 4.25).

           E hoje,  pela  aspersão do seu achamos  lugar  de  arrependimento, porque Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte do seu filho, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz  entre  Deus e o homem.

             A palavra do Senhor,   no livro de Isaias Capítulo  53.3 relata que Jesus Cristo era homem de dores. Estando  Cristo  dependurado na  cruz  com uma coroa  de espinhos cravada na cabeça, havia mais de três horas, humilhado,  escarnecido, açoitado, em dado momento clamou ao Pai dizendo:   

            Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes? O pecado do mundo inteiro pesava sobre Ele. Cristo angustiou-se  mas não temeu e nem recuou,  oferecendo-se com grande clamor e lágrimas,  orações e súplicas ao que o podia  livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.  Tendo sede, deram-lhe vinagre. E quando tudo estava consumado, Jesus inclinando a sua cabeça, entregou o seu espírito ao Pai.

            As  profecias haviam sido cumpridas, o Cordeiro inocente, pela aspersão do seu sangue, havia aniquilado o pecado, satanás estava definitivamente derrotado. Cristo triunfou sobre a morte cravando-a na cruz, o pecado que separava o home de Deus estava destruído  e pelo seu sangue, reconciliou o homem do Deus. 

            No momento   em   que  Cristo   rendeu  o  seu Espírito a Deus, o véu do templo que separava o lugar santo do santíssimo, onde somente o sacerdote entrava uma vez por ano para sacrificar à Deus por si e pelos pecados de todo povo, rasgou-se de alto a baixo, porque um novo véu havia se rasgado, isto é, a carne de Cristo, para nos  libertar   da   lei do pecado e da morte que separava o homem de Deus,  sendo justificados  gratuitamente pela aspersão do seu sangue e  pela   sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.

            O homem que estava condenado à morte pelo pecado do Éden, foi reconciliado com Deus pela aspersão do   sangue do Senhor Jesus Cristo, o qual, abriu a porta do paraíso e concedeu ao pecador, que pelo arrependimento e conversão, alcance a glória da vida  eterna

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, mas com o precioso sangue de Cristo, como um Cordeiro imaculado e incontaminado.

     ITEM II

O QUE FAREI PARA HERDAR A VIDA ETERNA?

No Evangelho de Marcos 16.15 e 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

  Primeiramente precisamos considerar que a vida não se resume quando voltamos ao pó da terra, porque temos um espírito que é imortal e só existem dois lugares onde passaremos a eternidade, a saber, o Paraíso do Senhor Jesus ou o inferno com satanás e os seus espíritos malignos.

Depois da queda no Éden pela desobediência, o homem passou a viver sob a maldição do pecado, entregou o paraíso que Deus lhe deu, nas mãos do inimigo, e de dominador passou a escravo de satanás, mas o Senhor Deus na sua infinita misericórdia,   amou o homem de tal maneira, que deu o seu único Filho a morrer em sacrifício na cruz, para todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. E Cristo, pela sua morte aniquilou na cruz aquele que tinha o império da morte, abriu novamente a porta do Paraíso ao homem, e o reconciliou com o Pai.

A salvação não vem por imposição, ela é oferecida de graça, pela aspersão do sangue do Cordeiro de Deus, e para isso, é necessário crer no Senhor Jesus Cristo incondicionalmente, guardar os seus mandamentos, obedecer a sua palavra, permanecer na sua verdade, perseverar na sã doutrina que o Senhor nos deixou, para que a morte de Cristo na cruz não seja em vão, mas seja para nos purificar de toda obra do pecado e para salvação de muitas almas.

No Evangelho de Cristo, Ele assegura que somente pelo arrependimento, conversão, e pelo amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, tudo isso fundamentado na fé, alcançaremos a reconciliação com Deus e a vida eterna. Porque pelo arrependimento virá o perdão, pelo perdão a conversão, a conversão nos faz uma nova criatura lavada e remida no sangue do Cordeiro, e quando nos transformamos em uma nova criatura, receberemos o dom da fé, a qual nos conduz a salvação, pelo socorro do Espírito Santo de Deus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus (Efésios 2.8).

O perdão não é obrigatório, mas uma dádiva do Senhor a aqueles que se arrependem, e o buscam crendo verdadeiramente em Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida.  

O NOVO NASCIMENTO

Evangelho de João 3.2 a 7 – Um certo príncipe judeu chamado Nicodemos, foi ter com Jesus a noite, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com Ele.

Respondeu-lhe Jesus: Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou Nicodemos: Mestre como pode um homem nascer sendo velho? Por ventura poderá entrar novamente no ventre de sua mãe e nascer?

Então disse-lhe Jesus: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes de ter dito, necessário vos é nascer de novo.

É importante observar a grandeza das palavras de Cristo que não disse sobre a necessidade do novo nascimento a um ladrão, ou a uma prostituta, os quais sobrecarregados de pecados necessitavam de uma mudança radical e urgente, mas disse justamente a um homem de uma conduta ilibada, príncipe dos Judeus, religioso, zeloso da lei de Moisés, o qual tinha certeza que Cristo verdadeiramente é o filho de Deus. Porem, para herdar a vida eterna, aquele homem estava nas mesmas condições de todos os pecadores, porque faltava-lhe o essencial para alcançar a salvação, faltava-lhe o arrependimento, a conversão, a fé, sepultar o velho homem pecaminoso e nascer de novo pela aspersão do sangue de Cristo

Nicodemos entendeu a advertência do Senhor Jesus Cristo numa visão material, perguntando-O como seria possível um homem já formado, tornar a entrar no ventre da sua mãe, mas o Senhor lhe falava das coisas espirituais; o nascer da água é o arrependimento, e o nascer do espírito a conversão, a fé para crer verdadeiramente no sacrifício de Cristo na cruz, para remissão dos pecados, crer na sua ressurreição para a salvação da vida eterna. Fé suficiente para receber a Cristo como Senhor e Salvador da sua vida, porque em nenhum outro há salvação.

II Coríntios 5.17 – Se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já se passaram, eis que tudo se fez novo.

Tudo se faz novo quando nos arrependemos, cremos em Cristo e lhe entregamos a vida, e o Espírito Santo de Deus passa a habitar em nós, e nos regenera da obra da carne para o pecado. Quando despojamos da natureza pecaminosa do velho homem que jazia sob os cuidados da carne, habitando no seu corpo a lei do pecado e da morte, mas tendo recebido um novo coração, somos libertos dos desejos carnais e da concupiscência para pecado, a nova criatura é inclinada para os frutos do Espírito, a santificação, provando a boa palavra de Deus, o dom celestial, sendo participante do Espírito Santo e das virtudes do século futuro.

Agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito (Romanos 8.1)

Aquele que não nascer de novo, não pode ter domínio sobre a carne e o pecado, o velho homem, pela falta de entendimento espiritual, e pela dureza de coração, era governado pela carne e servindo ao pecado, estava separado da comunhão com Deus. Mas quando nascemos de novo, somos libertos do poder do pecado para viver segundo a vontade de Deus. Uma vez restabelecida a paz com Deus pelo sangue de Cristo, isto é, Deus está em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.

CRISTO, A SALVAÇÃO PARA OS PECADORES

Estando o Senhor Jesus crucificado entre dois ladrões, um dos malfeitores blasfemava dele dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. O outro o repreendeu e disse: Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.

E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. Jesus porem lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso (Lucas 23.30 a 43).

O Senhor Jesus poderia ter salvado os dois pecadores, mas apenas um recebeu o perdão dos pecados e a oferta da vida eterna. A salvação, esta foi a recompensa que pecador recebeu pelo seu arrependimento e conversão.

Não precisou de batismo, boas obras ou sacrifício, ele foi salvo pela sua fé, porque creu no Senhor Jesus Cristo como o seu único e suficiente salvador.

A palavra do Senhor na carta aos Hebreus 12.16, 17 narra que Esaú, por um bocado de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou.

Esaú não achou lugar para arrependimento, porque o homem havia pecado, e foram expulsos do paraíso, e, para que o homem na condição de pecador, não vivesse eternamente, Deus havia colocado anjos vigiando o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo ofertou ao homem que estava crucificado ao seu lado.

Hoje, sendo lavado pelo sangue do Senhor Jesus, achamos lugar de arrependimento, porque Ele levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela sua morte e, pelo seu sangue restabeleceu a paz entre Deus e o homem.

No livro de Atos l6.25 a 31, Paulo e Silas na prisão, oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas,e foram soltas as prisões de todos.

Acordando o carcereiro e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E o carcereiro se prostrou ante Paulo e Silas, e, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

A palavra relata que naquele momento os apóstolos foram tirados para fora, e na casa do carcereiro lhes pregavam a palavra de Deus, e naquela mesma hora da noite, foram batizados, e participaram da comunhão com Deus, e da alegria do Espírito Santo, porque creram verdadeiramente no Senhor Jesus Cristo para a salvação da vida eterna.

Atos 2. 37 a 39: No dia de pentecostes, a multidão, após ouvir o discurso de Pedro, o qual cheio do Espírito Santo anunciava a salvação aos pecadores, e ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?

Disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.

Para alcançarmos a salvação para a vida eterna, é indispensável o arrependimento, a conversão, a transformação de pecador, para um novo nascimento, porque o homem por si mesmo não poderá mudar de vida, a não ser que renuncie o pecado, creia verdadeiramente em Cristo e abra o seu coração para receber a palavra da cruz. Que também abandone o caminho espaçoso que leva a perdição e entre pela porta estreita, porque poucos são os que passarão por ela. A salvação é uma obra de Deus pela graça, mas só a receberão aqueles que creem verdadeiramente em Cristo como seu legítimo e suficiente salvador.

Disse Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim  (João14.6).

ITEM III

O PROPÓSITO DE DEUS PARA O HOMEM

A Palavra de II Crônicas, 7.12-15, relata o aparecimento do Senhor Deus ao rei Salomão à noite (em sonho) e disse-lhe: Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu os  ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.  Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.

Amados, ainda na vigência da lei de Moisés, o Senhor Deus, na sua infinita misericórdia, tinha uma promessa para resgatar o homem do pecado, sarar a sua terra, oferecer abundância de paz para o seu  povo. Porem, Ele condiciona: Se o  povo se humilhar, orar, e buscar a sua face e se converter dos seus maus caminhos, então os seus olhos estarão abertos e os seus ouvidos atentos atento as orações do seu povo.

É justamente   nesse propósito de Deus para o homem que  vamos  meditar, pela promessa do Messias para libertar,   remir,  perdoar e  salvar o homem  do  pecado pela aspersão do sangue do Cordeiro Inocente na cruz do Calvário.

CRISTO PREGA O ARREPENDIMENTO

Evangelho de Mateus Capítulo 4, versículos 16, 17, a palavra do Senhor descreve que povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou.   Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

E no Evangelho de Mateus 9.10-13, aconteceu que, estando Jesus em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos.

E os fariseus, vendo isso, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.

Jesus lhes propôs uma parábola (Lucas 15. 3-7) dizendo: Que homem  dentre   vós, tendo   cem ovelhas  e  perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la? E, achando-a,  a  põe  sobre  seus ombros,  cheio de júbilo;    e,  chegando  à sua casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.  Digo-vos  que  assim  haverá  alegria  no  céu por  um  pecador  que  se  arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Ao contrário do que o mundo  esperava ver  o Messias raiar  em berço de ouro, com grande poder, honra e  glória,  como manifestavam os reis da terra diante dos homens, Cristo surgiu da maneira mais humilde que possamos imaginar, nascendo numa estribaria,  sendo enrolado em panos, fora colocado numa manjedoura. Cresceu trabalhando como operário, ganhando o seu pão no suor do seu rosto.

A Palavra diz que olhando nós para Ele, nenhuma beleza víamos para que o desejássemos. Homem de dores, e de uma humildade ímpar, cravou na cruz os nossos pecados e levou sobre si as nossas dores. A promessa do Messias para salvar o mundo evidenciou-se. Então Jesus saiu por toda a Galiléia anunciando o arrependimento  para a salvação da vida eterna.

Jesus Cristo, ungido por Deus com Espírito Santo e com virtudes, o qual andou fazendo o bem e libertando todos os oprimidos do diabo, curando enfermos, ressuscitando mortos, expelindo demônios, fazendo verdadeiras maravilhas, jamais vista na face da terra. É bom lembrarmos que  Ele é o mesmo ontem, hoje, e será eternamente.

O Sumo Pastor, que deixa noventa e nove ovelhas no deserto e vai à busca da perdida, e achando-a, não a espanca, nem a traz açoitando, mas  coloca-a sobre os ombros, e traz  com  júbilo e alegria.

O Grande Pastor que não veio chamar  justos, mais os pecadores ao arrependimento, porque há muito mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

No   dia  de pentecostes (Atos 2.37,38), a multidão, ouvindo o discurso de Pedro, compungiram-se  em  seu   coração   e perguntaram  a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?        

E   disse-lhes   Pedro:  Arrependei-vos,  e    cada   um   de   vós,   seja batizado em Nome   de   Jesus   Cristo  para  perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.  Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos  filhos e a todos os que estão longe:  A tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.

O PERDÃO PARA SALVAÇÃO

Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se necessário que o filho de Deus se fizesse homem e habitasse entre nós (João 1.1 a 4), o qual deu a sua vida em sacrifício vivo na cruz, para a remissão dos nossos pecados, e ressuscitou ao terceiro dia para nos ofertar a salvação para a eternidade.

E hoje,  pela  aspersão do seu sangue,  achamos   lugar  de  arrependimento, porque Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso, e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela sua morte, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz  entre  Deus e o homem.

            E no Evangelho de Mateus 10.32, disse Jesus: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

            A carta aos Romanos 10.8-11, nos ensina que a palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque todo aquele que nele crer não será confundido.

JESUS CHOROU

E quando chegava perto da descida  do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto, dizendo:

Bendito o Rei que vem em nome do Senhor, paz no céu, e glória nas alturas.   Quando ia chegando, vendo Jesus  a cidade, chorou sobre ela, Dizendo: Ah se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que a tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos (Lucas 19.37-42).

           Na entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém  a palavra mostra que o Senhor Jesus vendo a multidão, chorou sobre ela. Chorou por causa da dureza de coração e do pecado do povo, Jesus, vendo o homem morto na maldição do pecado, não criam nele com o Redentor que veio para salvar o mundo do pecado e da morte.

Chorou porque os seus não criam Nele como  enviado de Deus para remir o homem da escravidão, chorou  pelo  seu infinito amor a humanidade que estava nas trevas do pecado, e  a luz resplandeceu sobre as trevas, e as trevas não o compreenderam.

O mundo que fora feito por Ele não o conheceu. Chorou porque  veio para absolver e  salvar  o que era seu,  mas os seus não o receberam, mas todos os que o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade.  (Evangelho de João 1.5-14).

            Quando o Senhor Jesus foi ao encontro das irmãs de Lázaro, o qual havia morrido,  Jesus também chorou, mas não pela perca do seu amigo Lázaro, pois Ele iria ressuscitá-lo, assim como o fez, o Senhor chorou pela incredulidade do povo, apesar de tantos milagres, curas e maravilhas que realiza diante dos olhos de todos.

E hoje as coisas não são  diferentes, cremos que o Senhor ainda  lamenta e chora pela incredulidade e iniquidade que assola o povo, apesar de tudo que Ele fez para nos salvar, muitos não creem e nem O recebe como Único e legítimo Salvador.   

Amados, é hora de fazermos uma reflexão sobre tudo isso, porque se pecarmos voluntariamente depois de termos recebidos o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos nossos pecados.

CRISTO PREGA A LIBERTAÇÃO

E no Evangelho de Mateus 11.28-30, Jesus declarou: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.  Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Ele chamou para si todas as nossas dores e aflições, e manda que tomamos  sobre nós o seu jugo que é suave e o seu fardo   leve.  O jugo suave de Jesus são os seus estatutos, os seus  mandamentos, e o  fardo leve é o seu perdão, a sua graça,  a salvação. Assim alcançaremos descanso para a nossa alma, a sua gloriosa paz, o conforto espiritual, a perseverança e a vida eterna.

ITEM IV

AINDA  HÁ  TEMPO

Muitos conhecedores da Palavra ainda que na condição  de ouvinte esquecido, têm consciência que o caminho para a salvação é o arrependimento através do sacrifício de Cristo, mas pelo engodo do maligno, têm no coração que ainda são jovens e precisam viver os prazeres da carne e a vaidade do mundo. Desafortunado, infeliz daquele que tem essa concepção, será que o amanhã ainda estará dentro do tempo aceitável do Senhor?  

           Na segunda carta aos Coríntios 6.2, está escrito: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.

Portanto amado, o tempo aceitável do Senhor não é quando você ficar mais velho, não é daqui há meses, anos, ou depois de viver na abundância do pecado. O Tempo do Senhor é hoje, o dia da salvação é o momento que você conheceu o Evangelho de Cristo, porque assim disse Jesus:

            Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado (Marcos 16.15, 16).

Você conheceu o Evangelho, creu nas palavras do Senhor Jesus? Amem. Então renuncie as obras do pecado, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-O, e terás um tesouro no céu.

Em Apocalipse 3.20, Ele ainda disse: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.

O Senhor Jesus está batendo em sua porta, falando em seu coração, não o deixe do lado de fora, ouça a voz do seu Espírito Santo, abra o seu coração e deixe-O entrar, você vai cear com Ele, vai participar da alegria de ser o seu servo, Ele vai fartar a sua fome, vai saciar a sede do seu espírito, e vai lhe dar muita paz em seu coração e a vida eterna para você e a sua casa. Vai te revelar coisas grandes e firmes que não sabes, creia verdadeiramente em Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida e serás salvo, tu e a tua casa. Ainda há tempo.   

HOJE O SENHOR ESTÁ PERTO

No Evangelho de Mateus 18.20 Disse Jesus: Onde estiverem dois ou três reunidos no meu nome, aí estou eu no meio deles, e no livro de profecias de Isaias 55.6 diz: Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

Hoje podemos encontrar o Senhor porque Ele está perto, diferentemente do homem rico citado na parábola do Senhor Jesus (Evangelho de Lucas 16.19-31), o qual tendo morrido, e no hades (quer dizer inferno) ergueu os olhos, estando em tormenta, viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.

Esse homem, apesar da sua clemência não pode mais ser ouvido pelo Senhor, porque um grande abismo separa o Paraíso de Deus do lugar de tormenta chamado hades.

Aquela alma estava longe e não podia mais ser alcançado pelas misericórdias do Senhor, não estava mais dentro do seu tempo aceitável. Tendo partido desta terra para outras dimensões, estando em pecado e sem arrependimento, nada mais pode ser feito, porque cada um será julgado segundo as suas obras.

Conta-se que um jovem, conhecedor da palavra de Deus, certo dia, trabalhando na construção civil, caiu de um prédio muito alto, e, agonizando no solo, uma senhora aproximou-se com um copo d’água, e pediu a alguém para dar aquela água ao rapaz, porem ele lhe respondeu: Não, esta água eu não quero, porque a água que eu precisava não a tomei no tempo oportuno. Dizendo essas palavras morreu. Ele reconheceu que havia perdido o tempo aceitável do Senhor, triste e terrível fim, porque esta situação é irreversível.  

Não basta a palavra do Senhor entrar no seu entendimento humano, na sabedoria material, é preciso muito mais, é preciso que o Evangelho de Cristo entre no seu coração para fazê-lo uma nova criatura lavada e remida no sangue do Cordeiro de Deus.  

E você meu amado, já nasceu de novo? O homem nascido da água e do espírito é desprovido da vaidade, inveja, ciúmes, avareza, soberba, concupiscência da carne, e todo sentimento faccioso abominável a Deus. 

Disse Jesus: Aquele que não for como uma criança, não herdará o Reino do Céu. A nova criatura tem que ter um coração, semelhante ao de uma criança, a qual não guarda ira, mágoa, rancor, desejo de vingança, sabe perdoar e amar o seu próximo.

O coração de uma criança é liberto da avareza, lascívia, ciúmes, é dotado de uma pureza de espírito, caridoso, humilde, com toda simplicidade e bondade em toda maneira de viver. Se você tem um coração puro como o coração de uma criança, verdadeiramente uma nova criatura é.

 A INDISPENSÁVEL SANTIFICAÇÃO

Na carta aos Colossenses 3.12 a 14, diz: Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade. Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.  E em Hebreus 12.14, a palavra diz: Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

A palavra do Senhor nos exorta a buscarmos a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor nosso Deus e Pai, porque a porta é estreita, e poucos são os que passarão por ela. Disse Jesus que muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos.  

Hoje, ainda há tempo, porem o Senhor Jesus alerta sobre a vigilância porque os sinais indicam que estamos vivendo verdadeiramente os últimos dias. A vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatar a sua igreja é iminente, e vai apanhar muita gente de surpresa, porque Ele virá num momento em que muitos não O esperam. Em Mateus 24.27 disse Jesus: Assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.

E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com Ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes ficarão à esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25.31 a 34). E dará a cada um, segundo as suas obras.

Os justos irão para a cidade santa, a Nova Jerusalém, num lugar onde não haverá mais pranto, nem dor, nem clamor, mas os desobedientes irão para o fogo eterno, ali haverá pranto e ranger de dentes, muita dor. E isto meu irmão, só depende de você escolher o lugar onde deseja passar a eternidade, AINDA HÁ TEMPO. 

ITEM V

NEGUE-SE A SI MESMO, E TOMA A SUA CRUZ,        E SIGA-ME

           Chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes Jesus: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me (Marcos 8.34). 

            Você  já  meditou na profundidade das palavras do Senhor Jesus Cristo neste mandamento? Considere as palavras do Senhor e responda a você mesmo, se já renunciou a tudo para seguir as pegadas de Cristo, para que a sua fé não seja vã, mas seja fortalecida pela obediência na palavra do Deus vivo e na esperança da vida eterna.

Negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Cristo: Estes são os princípios que verdadeiramente nos conduz a salvação, porque são mandamentos daquele que, tão somente Ele, tem poder para salvar, porque em nenhum outro há salvação.

NEGUE-SE A SI MESMO

Negar a si mesmo é ser desprovido de todo sentimento faccioso como a inveja, vaidade, ciúmes, avareza, soberba, concupiscência da carne, lascívia, ira, desejo de vingança, vícios e outros sentimentos abomináveis ao Senhor.

Negar a si mesmo é oferecer o outro lado da face, é perdoar e amar os vossos inimigos, bendizer os que vos maldizem, fazer bem aos que vos odeiam e orar pelos que vos maltratam e vos perseguem.  Ter a mesma humildade de Cristo, andar em santidade como Ele andou, guardando os seus mandamentos fazendo a vontade do Pai. Isso é negar a si mesmo.

O mancebo rico perguntou a Jesus o que deveria fazer para herdar a vida eterna, o Senhor lhe disse que deveria guardar os mandamentos, ele respondeu a Jesus que já fazia isso desde a sua mocidade. A palavra afirma que Cristo o amou e disse-lhe: Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.  Mas ele, contrariado com essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades (Marcos 10.17 a 22).

Aquele homem sentia o desejo de ver a glória de Deus e buscou a Jesus Cristo, o qual lhe tendo ensinado o caminho que leva a salvação e a renúncia que o seu desejo exigia, recusou-se em negar-se a si mesmo, em abandonar os bens desta vida, à esperança de um tesouro no céu, algo lhe infinitamente maior do que toda a riqueza deste mundo. Porque negar-se a si mesmo para seguir as pegadas de Jesus exige desapego, abdicação dos prazeres da carne para viver uma vida espiritual sob a égide do Senhor. 

Então disse Jesus:É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.  Que importa ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

Lamentavelmente, hoje, muitos estão no mesmo caminho daquele mancebo rico, procuram servir a Jesus com único interesse nas coisas deste mundo, querem viver na abundância dos prazeres da carne, em regalia esplêndida, mas não querem compromisso com Deus, não renunciam a si mesmo para servir o Senhor.

 Abandonaram a graça do Senhor Jesus, pelas prosperidades materiais que são coisas pequenas, inúteis e vãs, diante da grandeza da glória do Senhor e da vida eterna no reino de Deus, juntamente com Jesus Cristo e todos os seus santos anjos.

TOME A SUA CRUZ

Em Mateus 10.38 disse Jesus: Quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim.

Tomar a sua cruz é assumir o compromisso definitivo com o Evangelho de Cristo, é o arrependimento, a conversão, o abandono do pecado, é entregar-se a inteira dispensação do Senhor, cumprimento os mandamentos de Cristo e fazendo a vontade do Pai.

Tomar a sua cruz é imitar o gesto do homem de Deus, o qual, sob o completo domínio de Cristo, disse: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2.20).

Tomar a sua cruz é amar a Deus acima de todas as coisas e ao seu próximo como Cristo nos amou, se necessário, dar a sua vida por ele.

A palavra do Senhor diz que se você não ama o seu irmão, o qual você vê, como poderá amar a Deus o qual não vê? Quem assim procede é mentiroso, e os mentirosos não herdarão o reino de Deus.

Tomar a sua cruz é entrar pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

Lucas 14.33 – Disse Jesus:Assim, pois, qualquer de vós que não renunciar a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

COMO SEGUIR A JESUS?

Seguir a Jesus é andar no mesmo caminho que Ele andou em toda a sua boa maneira de viver. Andar na humildade, na fé, na caridade, no amor ao próximo, na coragem de dar a sua vida pelo seu semelhante, na confiança que Deus era com Ele e não O abandonaria em nenhum momento da sua vida.

            Na Carta do Apóstolo Paulo aos Efésios 5:1, 2 a palavra do Senhor diz: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

            Filipenses 2.5: Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois, Jesus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. É exatamente assim que o servo de Deus deve andar, como verdadeiro imitador de Jesus Cristo em toda boa obra, seguindo o seu exemplo e testemunho de vida, procurando imitá-lo em sua perfeição. Isto é seguir a Jesus.

E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor (Efésios 3:17 e 4:2)

Seguir a Jesus é ser participante das suas aflições, alegrar-se nas provas e tribulações como nos testemunhos dos nossos irmãos, que sofreram por amor ao nome do Senhor Jesus Cristo, porque tinha a certeza da glória que lhes estava reservada. Vejamos:

II Coríntios 1.5: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo.

Colossenses 1.24: Regozijo-me, agora, no que padeço por vós e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja.

I Pedro 4.12, 13, diz: Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse. Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.

I Pedro 5.1: Aos presbíteros que estão entre vós admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:

Seguir a Jesus é ouvir a sua voz e conhecê-lo: Evangelho de João 10. 14 e 27 – Disse Jesus: Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem.

Ao contrário do que imaginam aqueles que não conhecem a Deus, seguir a Jesus não é nenhum martírio, exige sim a renúncia das coisas mundanas, o que nos faz muito mais saudáveis tanto material como espiritualmente, antes é prazeroso e gratificante servir ao Deus vivo verdadeiramente em espírito e em verdade.

Pois, só que sentiu o ardume do Espírito Santo no coração, e o gozo de ser um servo de Deus, é capaz de entender a alegria que pronunciamos, pois essas virtudes são indescritíveis.

A palavra do Senhor em I Coríntios 10.13 diz: Fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. E no Evangelho de Mateus 11:28 a 30 disse Jesus: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.  Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Em I João 5.3 diz:Porque esta é a caridade de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.   Portanto amados em Cristo, não há razão para nos inquietarmos, o Senhor não nos dará uma prova acima daquilo que possamos suportar, porque o seu fardo é leve, o jugo suave e os seus mandamentos não são pesados.

ITEM VI

A SUPREMACIA DO AMOR – A CARIDADE

No Evangelho de Lucas Capítulo 10 versículos 25-37, a palavra relata a interpelação de um doutor da Lei de Moisés a Jesus, dizendo:   Mestre que farei para herdar a vida eterna? E disse-lhe Jesus: O que está escrito na Lei, como lês?  

E respondendo ele disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todas as tuas forças, e a teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe Jesus: Respondeste bem, faze isso e viverá. E ele porem querendo justificar-se, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

 Jesus então lhe anunciou a parábola do Bom Samaritano, e ao final lhe perguntou: Qual dos três lhe pareceu o próximo daquele homem?

Ele respondeu prontamente: O que usou de misericórdia com o seu próximo, com aquele que estava em sofrimento. Jesus então lhe recomendou a proceder da mesma maneira para ganhar um tesouro no céu e a vida eterna.

Para entendermos melhor esta parábola precisamos meditar primeiramente na profundidade da pergunta inicial que aquele homem fez ao Senhor:  Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

E o Senhor Jesus o mandou amar a Deus acima de todas as coisas, e ao seu próximo como a si mesmo, com caridade,para alcançar  a vida eterna. Vamos meditar nas palavras do Mestre.

AS OBRAS PODEM SALVAR?

Temos observado alguns irmãos, pregadores da palavra, negando a eficácia da obra do amor ao próximo, que Cristo mandou em todos os livros do Novo Testamento, anunciando que as obras de caridade não salvam, fundamentados na carta do Apóstolo Paulo aos Efésios 2.8, 9 onde está escrito: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.  

A palavra afirma com cristalinidade, que as obras que não podem salvar são as obras que procedem da lei de Moisés. Notem:

Carta aos Romanos 3.20, 28 – Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Concluímos que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.

Carta aos Gálatas 2.16, diz: Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porquanto, pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.

A palavra nos dá a certeza que ninguém será justificado pelas obras da lei de Moisés, as quais não tem nenhum vínculo com o amor ao próximo, o qual não é outro, senão a obra da caridade, que o Senhor Jesus mandou em todos os livros do Novo Testamento, e se fosse de outra forma a palavra do Senhor seria contraditória.Vejamos:

Carta Universal do Apóstolo Tiago  2.14 a 18: Meus irmãos que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E , se o irmão ou irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?   Assim também, a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesmo. Mas dirá alguém tu tens a fé e eu tenho as obras, mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.   

A SUPREMACIA DO AMOR

E no capítulo 13 da primeira carta aos Coríntios,  a palavra vislumbra a excelência do amor ao próximo, como caridade, observemos:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

 E ainda que tivesse o dom de profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.

Ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade nada disso me aproveitaria.

Vamos meditar na profundidade dos mandamentos do Senhor Jesus, sobre o amor ao próximo que é a caridade. Na carta aos Hebreus 11.6, a palavra assegura que sem fé é impossível agradar a Deus, então avalie a narrativa da palavra em I Coríntios 13.13 onde a palavra diz: Agora, pois, permanece a FÉ, a esperança e a caridade, destas três, mas a maior destas é a  caridade

A palavra é límpida e não deixa  sombra de dúvida  que a grandeza do amor ao próximo como caridade é maior que a . Porque  é pelo dom da em Deus, que guardamos os seus mandamentos e buscamos a santificação para fazer a sua vontade. E a palavra afirma que assim como o corpo sem espírito está morto, também a FÉ, sem obra é morta em si mesma (Tiago 2.26).

COMO DEVEMOS FAZER A CARIDADE

No Evangelho de Mateus 6. 1 a 4,Jesus nos exorta à praticar a obra do amor ao próximo e diz: Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles, aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está no céu.

           Quando pois deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. 

Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita. Para que a tua esmola (caridade) seja dada ocultamente. E teu Pai, que vê em segredo,te recompensará publicamente.

 O próprio Senhor Jesus Cristo evidenciou que ao praticarmos a caridade, não podemos nos assemelhar aos hipócritas, falsos, que fazem algumas obras com aparência de amor, mas o único propósito é alcançar o próprio galardão, buscando o reconhecimento dos homens, no entanto, o Mestre exorta para que não saiba a mão esquerda o que faz a tua direita (a mão esquerda são as pessoas do seu convívio), que façamos a caridade ocultamente, para que o nosso Pai que vê secretamente nos abençoe publicamente.

Muitos dizem: Mas eu estou contribuindo com o meu dízimo e ofertas na igreja, e se o pastor não fizer obras de caridade, é problema dele.

Sim, claro que é problema dele, porque certamente irá prestar contas à Deus de tudo o que fez oposto a palavra, porem, isso não vai isentar a sua responsabilidade, porque a exortação do Senhor Jesus nos faz saber, que o amor ao próximo como caridade, é como o jejum, você não poderá pedir a alguém jejuar para você, como também não poderá delegar poderes a outrem para orar em seu lugar. Guardar os mandamentos do Senhor Deus é algo pessoal e intransferível.

E se não fosse assim, o endinheirado, para se aproximar do Senhor, era só abastecer os cofres da igreja e designar outros à praticar a caridade e teria a recompensa da vida eterna. Mas o amor ao próximo, é individual e não está disponível nas gôndolas dos mercados, como também ninguém poderá praticá-lo em seu lugar.

QUEM SERÁ ARREBATADO PARA A VIDA ETERNA?

É evidente que a caridade isoladamente, se não for precedida pelo arrependimento e conversão não conduzira  a salvação, mas como já vimos na palavra,   ela é inerente a FÉ, e a aspiração em fazer a vontade do Pai, tanto que neste texto maravilhoso, por ocasião do julgamento, o Senhor Jesus, nos dá a certeza  que os que amam verdadeiramente o seu próximo, não só com palavras, mas praticando as obras da caridade, não serão esquecidos no grande dia do arrebatamento.  Vejamos:

Mateus 25.31-46:  E quando o filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então se assentará no trono de sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

E porá as ovelhas a sua direita mas os bodes ficarão a esquerda. Então dirá o Rei para suas ovelhas: Vinde a mim benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque eu tive fome, e deste-me de comer, tive sede, e deste-me de beber, sendo estrangeiro hospedastes-me, estava nu, e vestistes-me, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ver-me.

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos, com fome, ou com sede, ou nu, estrangeiro e te servimos? Ou enfermo, ou na prisão e te visitamos?

E respondendo o Rei lhes dirá: Em verdade vos digo, que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

            Então dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

            Porque eu tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me destes de beber, estando nu não me vestistes, sendo estrangeiro não me hospedastes, estando enfermo e na prisão não me visitastes

            Eles também lhe responderão dizendo, Senhor quando te vimos com fome, com sede, nu, estrangeiro, enfermo e na prisão e não te servimos?

            Então lhes responderá dizendo: Em verdade vos digo, que quando não fizestes a um destes pequeninos, a mim também não o fizestesE irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.

            Há porem alguns que ainda tentam mutilar os mandamentos do Senhor, alegando que neste texto, o Senhor Jesus Cristo está referindo-se a saciar a fome, a sede, visando suprir as necessidades espirituais dos irmãos. Esta argumentação é falsa porque foge totalmente dos propósitos da palavra do Senhor, pois quando perguntaram a Jesus: Quando te vimos com fome, ou com sede, etc., Ele respondeu:  Em verdade vos digo, que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Jesus afirma que a caridade aqui mencionada, é o provimento das precisões materiais para os necessitados, porque se Ele estivesse referindo-se as necessidades espirituais, seria uma incoerência, pois jamais homem algum seria capaz de saciar as necessidades espirituais de Jesus Cristo.

No livro dos Salmos 50.12, o próprio Deus disse: Se eu tivesse fome não te diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.

            Outra sustentação do texto vem no livro de Mateus capítulo 4.11, ocasião em que Jesus Cristo, tendo fome após quarenta dias de jejum, foi tentado, mas quando o diabo o deixou, chegaram os anjos e o serviram.

            E na revelação do Apocalipse ao Apóstolo João, (2.1-5), disse Jesus: Escreve ao anjo da igreja que está em Êfeso: Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e atua paciência, e que não podes sofrer os maus e puseste a prova os que dizem ser apóstolos e não são, e tu os achastes mentirosos. E sofrestes, e tens paciência, e trabalhastes pelo meu nome, e não te cansaste.

            Tenho porém contra ti que deixastes a tua primeira caridade (Na versão atualizada diz primeiro amor).   Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

            O Senhor Jesus reconhece as tuas obras, o teu trabalho, a tua paciência, e o teu sofrimento, pelo seu nome. O Ministro daquela igreja fez tudo em conformidade com a vontade do Senhor, só faltou uma coisa: Faltou a caridade (amor ao próximo),   faltou o essencial para a salvação.

Ele exorta com veemência: Tenho porem contra ti que deixastes a tua primeira caridade, e manda que imediatamente, lembrar-te onde caíste e faça a primeira caridade e arrependa-te por não ter praticado o amor ao seu próximo, porque se não te arrependeres certamente tirará do seu lugar o teu castiçal.

É exatamente isso que acontece hoje, não se vê os dirigentes das igrejas praticando a obra da caridade, nem tão pouco ensinam os irmãos  a dedicar-se a prática do amor ao próximo, ao contrário, dizem que as obras não salvam, e negam a eficácia desse amor, contradizendo o mandamento do Senhor Jesus, revelado em todos os livros do Novo Testamento.

No entanto, não abrem mão do dízimo e ofertas, os quais são ordenanças da lei de Moisés e foram por Cristo  abolidos (Hebreus 7.12,18, 19).

            E na primeira carta Universal do Apóstolo João 3.17, 18  a palavra diz: Quem pois tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele a caridade de Deus?

Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.

        E em Colossenses 3.14, a palavra diz: E, sobre tudo isto, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.

ITEM VII

SUBLIME É O PERDÃO

Disse o Senhor, Criador dos céus e da terra e de tudo que no universo há: Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais (Hebreus 8.12).

Na sua infinita misericórdia, o Senhor perdoa os nossos pecados e das nossas iniquidades e prevaricações não se lembrará mais. E nós, ínfimas criaturas, muitas vezes temos dificuldades para perdoar aqueles que nos ofenderam. Às vezes até pensamos e dizemos que perdoamos, mas não conseguimos esquecer os agravos que sofremos, e enquanto estivermos lembrando com raiz de amargura no coração, é porque ainda não liberamos o perdão.

            Considere a Palavra do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Mateus 6.12-15 Ele mesmo disse ao Pai: Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens, as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

      O Senhor sonda os nossos corações, Ele sabe perfeitamente que prostrar-se diante do Pai e rogar-lhe o perdão, é algo relativamente fácil. Mas tirar a mágoa do coração, perdoar e não se lembrar mais, já não é tão simples assim.  Por isso Ele, condicionou: Se perdoarmos aos homens as suas ofensas, receberemos do Pai, o perdão, porém, se não perdoarmos também não seremos perdoados.

No Evangelho de Mateus 5.43 a 46, disse Jesus: Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?

A PARÁBOLA DO CREDOR INCOMPASSIVO

Nesta parábola, o Senhor Jesus, numa narrativa alegórica, compara o Reino dos céus a certo rei que quis fazer contas com os seus servos; e, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.

E, não tendo ele com que pagar o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, para saldar a dívida. Mas aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.

Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.   Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

Mas sabendo o seu senhor tudo o que se passara, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste, não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.  Assim vos fará também o Pai Celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

No Evangelho de Mateus 18.21, 22, Pedro, aproximando-se de Jesus, disse: Senhor, até quantas vez pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe respondeu: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.

As sábias palavras do Mestre nos ensinam que não há limite para se perdoar.  Precisamos perdoar nossos irmãos quantas vezes necessárias forem, porque também somos pecadores, e o Pai Celestial é infinitamente misericordioso, está sempre pronto a nos perdoar quando há arrependimento, quando há conversão, quando nos tornamos uma nova criatura, lavada e remida no sangue do Cordeiro.

CRISTO NOS ENSINA A PERDOAR

No Evangelho de Lucas 6. 27-36, disse Jesus: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses.

Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.    Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

Na carta aos Romanos 12. 17 a 21 diz: A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens.   Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.  Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 

Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.  Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

I Pedro 2.18 a 23, a palavra diz: Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor ao Senhor, não somente ao bom e humano, mas também ao mau; porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas, se fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.

Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas, o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano, e, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente.

E no Evangelho de João 15.12-14, disse Jesus: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, as como eu vos amei.  Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.

O Senhor nos ensina que devemos amar ao próximo da forma como Ele também nos amou. E como Cristo nos amou, senão dando a sua própria vida por pecadores, em sacrifico vivo na cruz do Calvário.

A palavra diz que por um justo pode ser que alguém ousaria a morrer, mas Deus prova o seu amor por nós, dando o seu próprio filho a morrer por pecadores, para pagar a dívida que o homem contraiu com Deus, pela desobediência no Jardim do Éden, para nos libertar da maldição do pecado.

I João 4.21, 22 a Palavra descreve: Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus ame também seu irmão.

A CRUCIFICAÇÃO

Evangelho de Lucas 23.33, 34, narra que, chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda.   E dizia Jesus: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem

Jesus homem de dores, sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados, foi humilhado das mais terríveis e diversas formas, com todo poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou simplesmente em nada, na hora de sua maior aflição não pediu vingança ao Pai, pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo, o maior exemplo de bondade e humildade, que sublime é o perdão.

ITEM VIII

SEM SANTIFICAÇÃO NINGUEM VERÁ A DEUS

E revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos, e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, e se algum tiver queixa contra outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei-vos também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição. E quando Cristo se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.       

            Desde o princípio, a aspiração do Senhor Deus era ter consigo a criatura que formou, em harmonia e santidade. Deu-lhe um Paraíso para viver em abundância de paz e prosperidade, mas pela desobediência, o homem perdeu o Paraíso que o Senhor o contemplou, e de dominador passou a viver a condição de escravo do inimigo de Deus

            E por causa do pecado, a promessa de viver eternamente estava encerrada, o homem estava definitivamente separado de Deus. Apesar da sua tristeza e frustração, Deus nunca desistiu de lhe oferecer uma nova oportunidade para reconciliá-lo, ainda que para isso houvesse derramamento de sangue.  E o Senhor pagou o mais alto preço para salvar o homem do pecado e da morte, pagou o preço de sangue do seu próprio Filho.

            E por isso, Jesus é o Mediador de um Novo Testamento, porque Deus na sua infinita misericórdia, O entregou em sacrifício vivo, o qual nunca conheceu pecado, mas morreu por amor ao homem que abundava no pecado, para que alcançássemos a reconciliação com o Pai, a santificação, e a vida eterna.   

            Mas o Senhor alerta que a porta que leva a salvação é estreita e poucos são os que passarão por ela, e espaçoso é o caminho que conduz a perdição. A advertência é para que cheguemos à conscientização, que para alcançar a salvação, não basta apenas ter compromisso com a igreja, freqüentar os cultos e participar das atividades ministeriais. Para encontrarmos a Deus, é preciso muito mais, necessário é, buscar a perfeição, porque a palavra expõe claramente que sem a santificação, ninguém herdará o Paraíso do Senhor Deus, porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo (I Tessalonicenses 4.7 e 8).

             Para tanto, I Pedro 1.13-16 diz: Sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; Como filhos obedientes não vos conformando com as concupiscência que antes havia em vossa ignorância; Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto está escrito: Sede santos porque eu sou santo.

E, Gálatas 2.20, a palavra do Senhor diz: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.

Portanto se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus (Colossenses cap 3).

Mortificai pois os vossos membros que estão sobre a terra: A prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria. Pelas tais coisas vem à ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

E revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos, e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, e se algum tiver queixa contra outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei-vos também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição. E quando Cristo se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.

            Nesta mensagem maravilhosa, o Senhor exorta a igreja à permanecer em vigília constante sobre a maneira de viver, devendo despojar-se do velho homem e das ordenanças do mundo, para que não caia na ira de Deus por causa da desobediência. Aconselha a permanecer sóbrio em todos os seus atos e buscar a santificação. Ele exemplifica e nos encoraja a imitá-lo em sua perfeição, pois somente pela santificação alcançaremos a vida eterna.

E recomenda sua a igreja a santificar-se na verdade, o Evangelho é o poder de Deus para Salvação (1º Coríntios 15.1, 2 – Romanos 1.16), e para alcançarmos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando em santificação, pois, Deus é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.

Devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por Deus vos ter elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do espírito e fé da verdade, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. 

O capítulo 5.1, 2 de Efésios descreve: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

Agora, libertos do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna (Romanos 6.22), porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos (Tiago 2.10).

A palavra do Senhor na carta aos Hebreus 12.14 adverte: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Irmãos meditem na dimensão da palavra do Senhor, Ele declara que sem santificação ninguém verá a Deus. Santificação é a purificação do espírito, integridade, justiça, santidade, amor, retidão e verdade. E o servo que não buscar esses dotes, certamente está fora do plano de Deus para salvação, e não herdará a vida eterna.

Porque a pessoa do crente é a anti-sala do Reino de Deus. E a pregação do Evangelho não se faz somente pela leitura da bíblia ou com palavras dóceis, mas com exemplos, testemunhos de vida, santificação e verdade.

Jesus nos elegeu para que sejamos a luz para alumiar os que andam em trevas, e advertiu que somos o sal da terra, mas se o sal se tornar insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, ser lançado fora, e pisado pelos homens.  

Deus é bom, infinitamente misericordioso, amou ao mundo (o homem pecador) de tal maneira, que deu o seu Unigênito, para todo o que nele crer, não pereça e venha a herdar a vida eterna, mas é também um Deus de justiça e não toma por inocente o culpado, porque não suporta a desobediência e não tolera o pecado.

Tanto que na idolatria do deserto (Êxodo 32.30-35), ocasião em que Moisés se dirigiu ao Senhor disse-lhe: Ora, este povo pecou pecado grande, fazendo para si deuses de ouro.   Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, peço-te, risca o meu nome do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro.

A Palavra relata que Moisés era o homem mais perfeito da terra, e o amor de Deus a esse profeta, imensurável, mas o Senhor não ponderou a intercessão de Moisés pelo seu povo, e imutável ratificou: Aquele que pecar contra mim, riscarei do meu livro.

Satanás, através das suas astuciosas armadilhas, coloca no coração do servo de Deus, a confiança que ele é especial e privilegiado, e que poderá praticar atos pecaminosos porque o Senhor sempre irá perdoá-lo. Isso é uma inspiração demoníaca, e caso aperceba esse sentimento, não os pratique porque é uma cilada fatal.

Às vezes, é algo aparentemente inofensivo, insignificante, mas Deus vê o pecado, e a desobediência é pecado, e oque passar da verdade que Cristo ensinou é de procedência maligna, e se pecar contra Deus, não se tenha dúvida, Ele riscará mesmo o nome do livro da vida. Observe a citação da palavra: 

Se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados (Hebreus 10.26).

Portanto, amados em Cristo, vigiar e orar, e estejam atentos quanto à emboscada do inimigo, e não confie em tudo que o homem disser, sem que busque nos mandamentos de Cristo a sua verdade.

Andai em santificação segundo a vontade do Poderoso Deus e Eterno Pai, até o grande e terrível dia da aparição do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para galardoar aos que guardam os seus mandamentos e fazem a sua vontade, para herdar a salvação e passar a eternidade num lugar onde não haverá mais pranto, nem morte, nem dor, nem clamor, porque as primeiras coisas já se passaram.

ITEM IX

O PECADO IMPERDOÁVEL

Disse Jesus: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á  perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir (Mateus 12.31, 32).

            E qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo (Marcos 3.29).

            O Senhor Jesus declara que todo pecado e blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E o que é blasfêmia contra o  Espírito Santo?

QUEM É O ESPÍRITO SANTO E QUAL A SUA OBRA?

É o Espírito Santo que nos dá o discernimento e nos convence do pecado (João 16.8); Ele derrama o amor de Deus em nossos corações (Romanos 5.5) e produz o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7); Ele nos fortalece para andarmos  no caminho da  verdade (João 16.13). O Espírito Santo  nos ajuda em nossas fraquezas , porque não sabemos como havemos de pedir, mas Ele intercede por nós junto ao Pai, até com gemidos inexprimíveis (Romanos 8.26).

O Espírito Santo de Deus realiza um trabalho íntimo na alma humana, é  pessoal e todo desejo de santificação é nutrido por Ele. Cada impulso para o bem e para a verdade é implantado por Ele. Seu trabalho é indispensável à convicção, ao arrependimento e conversão para a salvação da vida eterna.

O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO

           Jesus, mediante o Espírito Santo, bate à porta do coração e pede entrada (Apocalipse 3.20). Alguém não abre a porta, deixa-O esperando do lado de fora, com isso estará entristecendo o Espírito Santo do Senhor (Efésios 4.30).

            Talvez com medo de que Ele entre, esse alguém resiste, pois não deseja ter a sua companhia (Atos 7.51). A consciência e o coração se tornam endurecidos (Hebreus 3.15).  Procura afastá-lo, e acaba extinguindo o Espírito Santo (I Tessalonicenses  5.19). Finalmente o Espírito Santo o abandona.

            Que triste e terrível fim. Ele bateu em sua porta e você não abriu, deixou-O esperando do lado de fora, resistiu-O, entristeceu-O, endureceu a sua consciência e o seu coração, procurou extingui-lo. Está consumado o pecado imperdoável contra o Espírito Santo a persistente rejeição contra os apelos do Espírito, e a desobediência, consumou. Portanto como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hebreus 3.7, 8).

Muitos indagam a si mesmo, será que já blasfemei contra o Espírito Santo do Senhor? Mas é importante evidenciar, em que condições o Senhor Jesus declara a blasfêmia como pecado imperdoável. Justamente por ocasião da acusação dos escribas e fariseus, os quais imputavam a Ele a expulsão dos espíritos malignos pelo poder de belzebu, príncipe das potestades do mal.

Os escribas e fariseus não criam em Jesus Cristo como Filho de Deus, negavam as virtudes do Espírito Santo de Deus, pelo qual Jesus foi por Deus ungido e fazia muitas curas, milagres e maravilhas (Atos 10.38).  

A palavra do Senhor afirma que a desobediência e a constante rejeição contra os apelos do Espírito Santo também acaba constituindo em pecado imperdoável:  

Lucas 10.16: Disse Jesus: Quem ouve a vós a mim me ouve; e quem rejeita a vós a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

E no livro de Atos 3.22 e 23, a palavra diz: Moisés disse: O Senhor, vosso Deus, levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a Ele ouvireis em tudo quanto vos disser.  E acontecerá que toda alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo.

Desde o Antigo Testamento a palavra de Deus já alertava, I Samuel 2.25: Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele?

OS AÇOITES

No Evangelho de Lucas 12.47, 48, disse Jesus:  O servo que soube a vontade do seu senhor e não  fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.  Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.

A CONDENAÇÃO

A palavra do Senhor na Carta Universal do Apóstolo Tiago 1.15 diz que havendo a concupiscência concebida, dá a luz o pecado; e o pecado sendo consumado gera a morte.  E em I João 3.8 a palavra diz ainda que quem comete pecado é do diabo, porque o diabo pecou desde o princípio, sendo necessário que Cristo morresse na cruz para desfazer as obras do diabo.

Em Hebreus 6.4-6 a palavra relata: Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo.  E provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.

            Mas se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados (Hebreus 10.26).

A II Carta de Pedro 2.4-9 descreve que: Se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, havendo-os lançado no inferno, os entregou a cadeia da escuridão, ficando reservado para o juízo; e não perdoou ao mundo antigo, guardando Noé  com mais sete pessoas ao trazer o dilúvio sobre os ímpios e condenou a subversão as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, livrando Ló, o justo; assim sabe  o  Senhor   livrar  da  tentação  os  piedosos  e  reservar  os  injustos  para o  dia  do juízo.

E no Evangelho de João 3.17 e 18, disse Jesus: Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado.

E ainda em João 12.47, 48, disse Jesus: Se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado essa o há de julgar no último dia.

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 6.23).

E no livro de Apocalipse 21.8 relata: Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.

Disse o senhor: O que pecar contra mim violentará sua própria alma, todos os que me aborrecem amam a morte (Provérbios 8.36).

ITEM X

PORQUE ÀS VEZES A NOSSA ORAÇÃO                  NÃO É OUVIDA?

A Palavra de Deus aos Filipenses exorta: Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graça

Mas às vezes temos a sensação que as nossas orações não são ouvidas, não há resposta, as mudanças não ocorrem, Deus tudo ouve, mas qual o motivo do silêncio que aperta o coração, há algo errado?  

Por isso o Senhor alerta sobre a necessidade do compromisso com a verdade para que as nossas petições subam diante do seu Trono de Glórias, porque no Evangelho de João 9.31 está escrito: Deus não ouve a pecadores, mas se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ele ouve.

Para a oração ser ouvida, não basta só pedir, ela requer, primeiramente fé, arrependimento, conversão, direção do Espírito Santo, porque não sabemos o que havemos de pedir e como convém, mas o Espírito ajuda em nossas fraquezas e intercede por nós até com gemidos inexprimíveis.

No livro do Profeta Isaias Capítulo 59 Versículos 1 e 2, a palavra diz: Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

Portanto amados, as mãos do Senhor não estão encolhidas para lhe abençoar, e nem os seus ouvidos vedados para não ouvir, mas estando em pecado, as orações não são elevadas diante de Deus, porque as transgressões se constituem em uma barreira para que os ouvidos do Senhor não as ouçam, porque Deus não faz comunhão com o pecado, Ele disse: Sede santo, porque Eu sou Santo.

A primeira carta universal do Apóstolo Pedro 3.12 profere: Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males

A Palavra assegura que todos somos pecadores, e se dissermos que não há pecado em nós, tornamo-nos mentirosos, mas também conforta e nos dá a certeza que temos um Advogado que está à destra do Deus Pai, e pelos pecadores intercede, quando há arrependimento de toda má obra que praticamos.

Jesus ensina se faz necessário perdoar para ser perdoado, porque se não perdoarmos aos nossos devedores, o Pai, também não nos perdoará (Mateus 6.14, 15), e, se não recebermos a Graça do perdão, as nossas petições não chegarão diante do Trono de Glória do Deus Pai.

No Evangelho de Mateus 6.5-8, o Senhor Jesus ensina como devemos nos dirigir ao Pai, Ele instrui que o aposento do espírito é o nosso corpo, sendo a boca a porta de entrada deste aposento, e quando nos dirigirmos a Deus, a porta deverá ser fechada, como também, não devemos usar de vãs repetições, porque o Senhor já conhece todas as nossas necessidades antes mesmo de abrirmos a boca.

Validando a palavra no livro de Eclesiastes 5.2-7 onde diz: Não te precipites com a tua boca, nem o seu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; pelo que sejam poucas as tuas palavras. Porque, da muita ocupação vem os sonhos e da multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras, mas tu temes a Deus.

A oração é a aproximação do servo ao Senhor, é o ápice da comunhão entre o homem e o Altíssimo por meio de palavras ou do pensamento, que se faz pela fé, humildade e a pureza de coração. E apesar da fé e confiança no Criador, às vezes as nossas orações não são atendidas, porque pedimos coisas que não são da vontade do Senhor, em Tiago 4.3 a Palavra: Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vosso deleite. 

            Precisamos nos conscientizar, que o sangue de Cristo na cruz do Calvário, não foi para nos atender em coisas desnecessárias e supérfluas. O maior patrimônio, a maior riqueza que podemos alcançar não são as coisas deste mundo, mas a sua paz, a graça e a oferta da vida eterna junto ao Pai.

           Para que a nossa oração chegue diante do Trono de Glória Deus, é indispensável uma vida em comunhão com Cristo. Submissão a vontade de Deus, arrependimento, conversão, e principalmente perdoando aqueles a quem nos tem ofendido. 

A oração, sempre que possível, deverá ser realizada de joelho (Efésios 3.14), e em nome do Senhor Jesus Cristo, e jamais interceder a Deus em nome de algum outro ser, porque Cristo é o único mediador entre Deus e o homem (I Timóteo 2.5).

Em hipótese alguma podemos duvidar do poder de Deus, o que duvida é semelhante às ondas do mar que são levadas pelo vento e lançadas de um lado para outro (Tiago 1.6). Quem pede ao Senhor duvidando, certamente não será atendido. Aliás, nesse caso, o melhor é permanecer calado.

Disse o Senhor ao profeta Jeremias (29.12, 13): Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.       

A ORAÇÃO FORTE EXISTE?

Temos ouvido alguns pregadores citando oração forte.  Mas, que oração forte é essa que não faz parte do Evangelho de Cristo? E o que não consta no Evangelho não é bíblico, e não sendo bíblico não poderá ser praticado porque é doutrina de homem, e está fora dos propósitos de Deus. Oração forte é uma linguagem herdada do espiritismo. Termo indutivo usado por pregadores, para dar credibilidade nos seus ministérios. Mas no Evangelho de Mateus 21.22, Jesus disse: Tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.

A Bíblia não menciona oração forte ou oração fraca, mas diz: Tudo o que pedirdes crendo o recebereis. Esta é a condição, a fé suficiente para a sua oração chegar aos ouvidos de Deus. Crer incondicionalmente de todo coração, que as mãos do Senhor estão voltadas para te abençoar, quando pedimos alguma coisa que seja da sua vontade.

Na carta Universal do Apóstolo Tiago 5.15, 16 diz: A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.

Podemos observar no início deste texto que Deus não ouve a pecadores, portanto, não basta ter compromisso o dízimo, com campanhas, ou com o pastor da sua igreja, se não tiver despojado do velho homem pecador e revestido do novo nascimento de Cristo em seu coração, a sua fé será vã.

É indispensável o compromisso com o Senhor Jesus Cristo, pois no seu Evangelho, todos que recebiam curas, e libertações, o Senhor sempre lhes dizia: A tua fé te salvou.   Não há referência alguma de Cristo dizendo: A tua fé te curou.

Porque pela fé, vem a Graça do Senhor Jesus Cristo e a oferta da salvação para a vida eterna.   Para isso Ele veio, não só para nos aliviar da opressão deste mundo, mas principalmente, buscar e salvar aquele que estava perdido.

ITEM XI

ONDE PASSARÁS A ETERNIDADE?

A Palavra afirmativa que temos um espírito  imortal, e  no último dia,  seremos ressuscitados para um juízo final, mas há também a confortável esperança  que  haverá um juízo justo,  e a oferta da Salvação para todos os que se arrependeram das más obras, os que se converteram e foram  lavados e remidos no sangue do Cordeiro de Deus,  e cada um será julgado segundo as suas obras.

            No Evangelho de João 5.28, 29, disse Jesus: Vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a minha voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal para a ressurreição da morte.

O Senhor nos assegura que o espírito imortal, tem apenas dois lugares onde passará a eternidade; a saber, a vida eterna com o Senhor Jesus Cristo, ou o fogo eterno com o diabo e seus anjos malignos, mas o misericordioso Deus prova o seu amor pelos pecadores, deu seu único filho a morrer na cruz em sacrifício vivo, e pela aspersão do seu sangue remiu dos pecados os que crêem no seu nome, para que não pereçam no fogo do inferno, mas tenham a vida eterna junto aquele que nos amou.     

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO

No Evangelho de Lucas 16.19-31, disse Jesus: Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.

Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele, e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.  E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado.

E, no Hades (quer dizer inferno), ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio.  E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

Disse, porém, Abraão: Filho lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado.  E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.

Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.

Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

Nesta ilustração alegórica, o Senhor Jesus descreve uma visão exata sobre o destino das almas, os que morrem na impiedade, sem o arrependimento, sem ter se convertido das más obras e sem ter feito uma reconciliação com Deus. Ele faz uma elucidação comparando um homem rico que vivia todos os dias em regalia esplêndida, com um pobre mendigo chamado Lázaro, o qual se alimentava das migalhas que caiam da mesa do rico.

Porventura estariam os ricos previamente condenados e os pobres salvos? Não, o Senhor não está antecipando a condenação para os ricos, embora o Senhor Jesus Cristo tenha declarado que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino do Céu (Mateus 19.24), o homem rico aqui está figurado pela vaidade, luxuria, avareza, confiança no poder econômico, inclinação aos prazeres da carne, isso é tanto para ricos como para pobres, enfim, o hades está reservado para os desobedientes aos mandamentos do Senhor, independente da situação econômica ou classe social.

Ainda hoje é assim, quem estenderá a sua mão para os caídos? Muitos que podem ajudar o seu próximo, fazer caridade, mas não as fazem, preferem dar as sobras aos necessitados, às migalhas que caem da farta mesa.  

Lázaro, o pobre mendigo, humilde, limpo de coração, desprovido de toda vaidade, que não deposita o coração nas coisas deste mundo; e nem na incerteza das riquezas; mas em Deus que está com os ouvidos atento as orações dos justos. Lázaro é o testemunho dos perseguidos, presos, torturados e mortos por amor ao nome do Senhor, mas em todas essas coisas somos mais do que vencedores por aquele que nos amou e se entregou a si mesmo em sacrifício vivo, por nós pecadores.

Precisamos evidenciar que o hades (lugar de tormenta) e o seio de Abraão (lugar de repouso e paz) ainda não é o destino definitivo das almas. Nesta parábola, o Senhor nos faz conhecer o espaço que os espíritos permanecerão depois da morte carnal, até o julgamento final, mas o grande e terrível dia do Senhor ainda está por vir, tanto que neste mesmo texto (no versículo 27 a 29e), o rico disse: Rogo-te, pois, o Pai, que mandes Lázaro a casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, afim de que não venham também para este lugar de tormento.  Porem o Senhor lhe respondeu: Têm Moisés e os seus profetas, ouçam-nos.

Essa afirmativa do Senhor não nos deixa qualquer dúvida quanto aos que morrem, os quais, não ficam vagando entre os viventes, como prega a doutrina do espiritismo chamada reencarnação, mas cada um permanecerá no lugar merecido, conforme as suas obras, aguardando o julgamento final, o grande e terrível dia do Senhor Jesus Cristo. Uma vez morto, também não haverá nova oportunidade de arrependimento, porque o tempo aceitável do Senhor já não existe mais.

HADES: INFERNO, PRISÃO ESPIRITUAL, LUGAL DE TORMENTA

II Pedro 2 4-9, relata que, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo; e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios. Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados.

E em Lucas 12.4, 5, disse Jesus: E digo-vos, amigos meus: não temais os que matam o corpo e depois não têm mais o que fazer.  Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei.

Salmo 9.17 diz: Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus.

   QUEM RESSUSCITARÁ COM CRISTO NO JULGAMENTO FINAL?

 No Evangelho de Mateus 25.31 a 46, disse Jesus: No Evangelho, por ocasião do julgamento final, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.   E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

O Senhor Jesus Cristo, revela que serão arrebatados para a vida eterna os que amaram ao Senhor Deus e Pai, acima de todas as coisas, e ao próximo verdadeiramente com caridade, como amam a si mesmo.  Mas quanto aos que negligenciaram esse amor, irão esses para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

            Apocalipse 20.12, 15: E vi os mortos, grandes e pequenos que estavam diante do trono, e abriram-se os livros, e abriu-se outro livro que é o livro da vida, e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, cada um segundo as suas obras.

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo, esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

A NOVA JERUSALEM

Na revelação do Apocalipse (21.1-7), a palavra descreve: E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe.  E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa adornada para o seu marido.

            E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.

            E disse Deus: Eis que faço nova todas às coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fieis.

            E disse mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.     Quem vencer herdará todas estas coisas; e eu serei o seu Deus e ele será o meu filho.

O FOGO ETERNO PARA OS DESOBEDIENTES

A Palavra descreve também a visão para os condenados ao fogo eterno (Apocalipse 21.8), diz: Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde como fogo e enxofre, o que é a segunda morte.

E as profecias de Daniel 12.2, relatam que muitos dos que dormem no pó da terra, naquele dia ressuscitarão, uns para a glória eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.

ITEM XII

A ABOMINÁVEL IDOLATRIA

             Permeia no seio religioso, uma máxima afirmando que todos os caminhos que levam a Deus são bons. Mas isso não é verdade, aliás, é um engodo diabólico, porque um só Caminho nos leva a Deus, é Cristo quem assim assegurou: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6).

Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4.12).

E ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo (I Coríntios 3.11), porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (I Timóteo 2.5).

            Portanto amado em Cristo, se você possui imagem, amuleto, anjo, estatueta, ou mesmo uma cruz, conheça a verdade das Sagradas Escrituras, e liberte-se definitivamente dessas coisas que são abomináveis ao Senhor Deus, pois, somente o Cordeiro que foi morto, é digno de receber o poder, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças (Apocalipse 5.12).

            AS IMAGENS – ÍDOLOS FEITOS POR MÃOS DE HOMENS

            No livro dos Salmos 115.2-8 a palavra do Senhor diz: Porque diriam as nações: Onde está o seu Deus? O nosso Deus está nos Céu: faz tudo como lhe apraz. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

            Tem boca, mas não falam, tem olhos, mas não vêem: Tem ouvidos, mas não ouvem, nariz tem, mas não cheiram. Tem mãos, mas não apalpam, tem pés, mas não andam; som algum sai da sua garganta. Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos quantos neles confiam.

            Neste texto, a Palavra nos ensina como são os ídolos feitos por mãos de homens, com membros e órgãos, mas sem vida. E no versículo 8, a palavra afirma que tornam-se semelhantes a eles tanto os que os fazem, e todos quanto neles confiam, ou seja, os idólatras estão mortos diante do Deus Altíssimo. De que adianta crer em Deus, já estando morto?

            E no livro de Isaias 40.18-25, a palavra diz: A quem, pois farei semelhante a Deus: ou com quem o comparareis? O artífice grava a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e cadeias de pratas funde para ela.

            O empobrecido que não pode oferecer tanto, escolhe a madeira que não se corrompe: O artífice sábio busca para gravar uma imagem que não se pode mover. A quem, pois me fazeis semelhantes, para que lhe seja semelhante? Diz o Santo.

            Medite, será que Deus é como o ouro ou a prata que se desgastam com o tempo, ou como a madeira que é devorada por cupins, ou como a louça e o barro que caem e se quebram?

            Ao contrário do que muitos pensam, os ídolos (imagens feita por mãos de homens) não podem interceder por ninguém junto a Deus, mesmo aqueles que fizeram-se jus serem santos, repousam debaixo do trono de Deus, já justificados, aguardando que seja completado o número de seus conservos (os que hão de morrer pelo nome do Senhor Jesus Cristo). Vejamos:

            Apocalipse 6.9-11diz: E havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor a palavra de Deus e por amor ao testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo:

Ó verdadeiro e Santo Dominador, por que não julgas e não vingam o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas, e foi-lhes dito que repousassem um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.

            A palavra de Deus relata que nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar (Isaias 45.20).

            E no capítulo 42 do mesmo livro de Isaias, e Senhor demonstra a sua indignação com os idólatras, dizendo: Eu sou o Senhor, este é o meu nome, a minha glória, pois a outrem não darei, nem o meu louvar as imagens de esculturas.

                               IDOLATRIA REPROVADA POR DEUS

            O que é IDOLATRIA? Tudo que está posto entre o servo e o Senhor Deus, é idolatria. E é tão reprovado que Deus tratou isso como mandamento. Vejamos: Êxodo 20.4, 5: Não fará para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma , do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas embaixo da terra. Não as adorarás, nem as darás culto: Eu sou o Senhor teu Deus.  

            Irmãos, a ordenança do Senhor para que guardamos os seus mandamentos, veio de forma imperativa, assim como matar, roubar ou prostituir. Reverenciar ou adorar a ídolos (imagens feitas por mãos de homens), é pecado de morte, por isso, devemos sim adorar e servir somente ao único e verdadeiro Deus, em Espírito e em Verdade.

            Alguns dizem que não idolatram a imagem, mas tem-na em memória, como exemplo, um parente que morre, então conserva-se sua fotografia como lembrança. Quem assim afirma, está confessando que é um idólatra, pois somente Deus é digno de adoração.   Vamos meditar:

            João 4.23, 24, disse Jesus: A hora vem, e a hora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade , porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito, e importa que os que o adoram, os verdadeiros adoradores, o adorem em espírito e em verdade.

            Jesus simplificou tudo e nos ensina que toda adoração ao Pai, é em Espírito e em Verdade, porque Ele abomina a adoração às imagens, figuras, estatuas e outras invenções e fabricações de mãos de homens.

E no livro de Apocalipse, revelado a João, diz que qualquer que praticar atos abomináveis ao Senhor, incluindo a idolatria, ficará fora do Reino de Deus, vejamos:

            Apocalipse 22.15: Ficaram de fora os cães, os feiticeiros, os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

            A Palavra certifica que Idolatria não é somente a adoração as imagens de esculturas, porque Jesus afirmou: Se amar pai, mãe, filhos mais do que a mim, não é digno de mim.

            Hoje, satanás tem usado a tecnologia para criar outras espécies de idolatria, e introduzi-las ÀS IGREJAS EVANGÉLICAS, observe a escravidão que vivem muitos que, rotulados crentes, estão submissos por não conhecerem as escrituras e nem o poder de Deus.

            E na primeira carta aos Coríntios 10.14-21, a Palavra descreve: Fugi da idolatria, e diz: Julgais vós mesmo o que eu digo. Porventura o cálice benção, não é a comunhão do sangue de Cristo, e do pão que partimos?  

            Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Porque não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: Não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.

            Portanto irmãos, quando se acende uma vela, ou a intercessão ao Pai é em nome de outro ser, isso está sendo feito há ídolos, ou melhor a demônios, como diz o texto sagrado. Devemos buscar a Deus em Espírito e em Verdade, sem colocar barreiras entre o homem e Deus, para que a idolatria não venha impedir o relacionamento do servo com o seu Senhor, porque Romanos 11.36 diz: Porque Dele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas, glória a Ele eternamente. Amém.  

                     QUAL O VÍNCULO DE MARIA COM JESUS?

            Lucas 1.28 conta que, entrando o anjo onde Maria estava, disse: Salve agraciada: O Senhor é contigo, bendita és tu entes as mulheres.

            Maria foi a privilegiada, mulher reta aos olhos de Deus, a mais bem preparada espiritualmente, e por isso foi agraciada para receber o Espírito Santo do Senhor e dar a luz ao Filho de Deus, o Salvador da humanidade.   Deus a escolheu entre todas as mulheres, por isso o anjo lhe disse, Salve agraciada. Deus a contemplou por sua obediência, pelo seu temor e por sua fidelidade.

            E no livro de Lucas 2.41-51, a palavra conta como era de costume, Maria e José, levaram Jesus à festa da Páscoa em Jerusalém, e com doze anos durante a festa, Jesus desapareceu por três dias e quando encontrado por seus pais, Maria lhe disse:

            Filho porque fizeste isto assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. Ele lhes respondeu: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?    

            Não O compreenderam, o que lhes dizia. Em outras palavras, Jesus lhes respondeu que não precisavam terem se preocupados, pois veio a terra para fazer a vontade de Deus Pai.

            E no Evangelho de João 2.3, 4, a Palavra descreve que nas bodas de Caná na Galiléia, havia acabado o vinho, e Maria dirigiu-se a Jesus e disse: Eles não tem mais vinho. Mas Jesus disse: Mulher, que tenho eu contigo ?

            Jesus a advertiu, pois que ligação teria Ele com Maria? Jesus esteve na terra para fazer a vontade de Deus Pai, e somente a Ele se reverenciava. Aqui, Cristo deixou bem claro que o seu vínculo era e é somente com o Deus Pai.

            E no Evangelho de Marcos 3.31-35, Jesus revelou também que sua mãe e seus irmãos, são aqueles que fazem a vontade do Deus Pai: Chegaram então seus irmãos e sua mãe, e estando de fora mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e lhe disseram: Eis que sua mãe e seus irmãos te procuram, e estão lá fora.

            E Ele lhes respondeu dizendo: Quem é a minha mãe e meus irmãos? E olhando ao redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Portanto qualquer que fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.

            E ainda no Evangelho de Lucas 11.27, 28, aconteceu que dizendo Ele estas coisas, uma mulher entre a multidão levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado é o ventre que te trouxeste e os peitos que te amamentaste. Mas Ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem as palavras de Deus e as guardam.

            No momento em que aquela mulher exclamou essas palavras, reverenciou e adorou a Maria, porem, foi por Jesus Cristo repreendida, porque somente Deus é digno de adoração, honra e glória.

            E estando o Senhor crucificado (João 19.25-30), e junto a cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria de Cleofas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e o discípulo a quem Ele mais amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

            Nestas últimas palavras de Jesus estando na cruz, Ele   evidenciou que o seu vínculo com Maria estava definitivamente encerrado, porque a parte humana, a parte material de Jesus Cristo a qual Maria havia desenvolvido no seu ventre, havia sido morta em sacrifício vivo para remissão dos pecados de muitos .

Porém, a parte espiritual que veio de Deus Pai, permanece viva porque Jesus Cristo ressuscitou com um corpo glorificado, o qual Maria não tinha mais nenhum vínculo. Ele está assentado à direita do Pai e pelos pecadores intercede.

            Jesus disse ainda que o discípulo a quem Ele mais amava seria o seu filho, e Maria a sua mãe, isto porque ambos eram humanos, carnais; mas Jesus Cristo é Espírito, e o carnal não pode sobrepor o espiritual. Em João 3.6, disse Jesus: O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito.

            Porem, o Senhor Jesus teve a preocupação de não deixar Maria desamparada, encarregou de cuidá-la a pessoa da sua maior confiança, o apóstolo a quem Ele mais amava. Criou entre ambos a convivência mais harmoniosa e afetiva entre os seres humanos, o amor maternal , para conforto de ambos.

           Podemos observar também que apesar do respeito que o Senhor Jesus Cristo tinha por Maria, pois era sem pecado, em nenhum momento, dentro do Evangelho, Jesus Cristo deu o tratamento de mãe para Maria, Ele sempre a tratava por “mulher ”, justamente para não abrir precedente para adoração a ela e se desencadear uma abominável idolatria.

                         O ÚNICO E VERDADEIRO MEDIADOR

            E em primeiro Timóteo 2.5 a palavra traz a certeza que Jesus é o único mediador entre Deus e o homem, observe: Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

ITEM XIII

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E LINGUA ESTRANHA

            Muitos consideram o batismo no Espírito Santo somente aos que falam língua estranha. Entretanto, isso é um equívoco, porque muitos irmãos não falam língua estranha mas possuem outros dons, e já estão selados com o batismo da promessa (Atos 19.2 e Efésios 1.11-13), porque falar em línguas é apenas um dos dons espirituais.

Ao terceiro dia, Cristo ressuscitou e pôs-se no meio dos apóstolos, onde estavam reunidos e disse-lhes: Paz seja convosco.  E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (João 20.20-22).

E o livro de Atos 1.5-8, narra que no período entre a ressurreição do Senhor e a sua ascensão à Glória do Pai, Ele se apresentou novamente entre eles e lhes disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias

Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

No que se consumou no livro de Atos cap. 2, ao cumprir-se o dia de Pentecostes, ocasião em que estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do Céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.

E fora vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

Observe que os Apóstolos receberam do Senhor Jesus, o Espírito Santo em duas ocasiões, separadamente e com finalidades distintas. Primeiramente o Senhor assoprou o Espírito sobre eles, numa unção designada para a salvação (João 20.20 a 22). Posteriormente, no dia de Pentecostes os ungiu para obra do ministério (Atos 2.1-4). A partir daquele momento deu-se início a mais extraordinária obra de Evangelização em toda terra, porque Deus era com eles, pelo Espírito Santo do Senhor Jesus.

Assim também, ocorre conosco, quando há arrependimento e conversão, recebemos o selo da promessa do Espírito Santo para a salvação da vida eterna. Observemos:

Atos dos Apóstolos 2.37-39, disse-lhes Pedro a multidão que os ouvia: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.

Palavra confirmada na Carta de Paulo aos Efésios 1.12 e 13, onde diz: Nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa.

Assim sendo, na sua conversão já recebeste o Espírito Santo de Deus para a Salvação, resta porem, procurar com zelo os dons Espirituais para a obra do seu ministério para o qual fostes chamado por decreto do Altíssimo.

LINGUAS ESTRANHAS E OS DONS ESPIRITUAIS

No Novo Testamento, observamos esse dom de falar em línguas estranhas em duas formas distintas: Descreve o capítulo 2 de Atos, que a primeira vez que os servos do Senhor Jesus falaram em línguas estranhas, ocorreu no dia de Pentecostes (Atos 2).

Posteriormente, na primeira carta aos Coríntios capítulos 12.1-10, descreve sobre os dons espirituais para a obra do ministério, vejam: Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes, porque há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo, porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.

E em I Coríntios 14.1, está escrito: Procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza (pregar o Evangelho) fala aos homens para edificação, exortação e consolação.

            Podemos observar que os discípulos de Cristo falaram primeiramente em línguas estranhas, para as nações estrangeiras que estavam presentes, as quais praticavam outro idioma, mas os entendia porque falavam na sua própria língua, pois a língua fora repartida de forma que todas as nações estrangeiras presentes, tiveram a oportunidade de conhecer o propósito de Deus para a alma humana e o sacrifício do Senhor Jesus Cristo, pela pregação do Evangelho através dos Apóstolos, na linguagem de origem de cada nação.

E posteriormente nas cartas, a palavra fala dos dons espirituais, e adiciona o dom de língua estranha ou língua dos anjos, como um sinal para os infiéis, para que se cumpra a palavra no livro de Joel 2.28, 29, porem, mostra a necessidade da interpretação dessa língua, aliás, há um dom específico para interpretar a língua estranha, para que a igreja de Cristo seja edificada.

E o capítulo 14 da primeira carta aos Coríntios, disciplina o zelo indispensável para que a igreja seja edificada por esse dom, onde a Palavra ressalta a importância de falar em línguas, mas alerta que, mais importante é o dom de profetizar.

Profetizar, mas não como adivinhação, como vem acontecendo em muitas comunidades, mas profetizar como pregação do Evangelho, pelo qual está declarada todas as profecias para a vida vindoura, que é a salvação para a vida eterna, para os que crêem em Jesus Cristo, como seu único e suficiente salvador. Meditemos:

Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.

O que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação.

Porque se, com a língua, não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar.

Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.

Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.  De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem línguas estranhas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão, porventura, que estais loucos? Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é apreciado.

Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.

Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus. E falem dois ou três profetas, e os outros apreciem.  Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos poderão profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.  Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.

Tivemos a graça de conhecer que, em conformidade com a doutrina na Palavra sobre línguas estranhas, como também a ordem nas reuniões, há um confronto visível relacionado ao que se praticam hoje na maioria das igrejas denominacionais.

Lamentavelmente, até os dons espirituais o homem banalizou, porque o falar em línguas não é compatível com as frases decoradas que ninguém entende, as quais, os pregadores repetem inúmeras vezes, numa falsa demonstração de unção espiritual.

Porventura teria o Espírito Santo de Deus modificado a forma de operar e manifestar? A Palavra alerta que falando alguém línguas estranhas, que haja também intérprete, e se não há quem a interprete, o profeta deve permanecer calado e orar em espírito, porque o espírito está sujeito ao profeta.

Mas como afirma a palavra, precisamos procurar com zelo os dons espirituais para a obra do ministério, pelo qual fomos chamados, para edificação da Igreja membrada no Corpo de Cristo. 

ITEM XIV

O CONCEITO DE IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

Inúmeros são os irmãos que trazem a concepção que a igreja é uma estrutura material rotulada, onde costumeiramente congregam nos fins de semana, a instituição religiosa legalmente organizada perante a lei dos homens, mas você sabia que a palavra igreja não consta no conteúdo dos livros do Antigo Testamento?

Relatam as escrituras do Antigo Testamento que na peregrinação do povo de Israel pelo deserto,  o Senhor ordenou Moisés a edificar um Tabernáculo, local onde os judeus se reuniam aos sábados para adorar a Deus. Posteriormente, na era do reinado de Salomão, o Senhor Deus o determinou a edificação de um Templo, o qual foi designado oficialmente para o povo judeu adorar e oferecer sacrifícios a Deus. Havia também as Sinagogas, casa de oração e ensinamentos às escrituras.  

Vamos conhecer um pouco da origem e atividade dessas instituições, segundo o que foi por Deus estabelecido, para o povo de Israel.

TABERNÁCULO: Santuário erigido por Moisés no deserto de Sinai, logo depois que a Lei foi editada ao povo. O material usado na construção era: Madeira de Acaia, peles de carneiro, peles de dudongos (talvez golfinho), e todo material fora doado pelos israelitas.  Chama-se habitação (Jeová), a tenda da congregação (isto é, Jeová com o seu povo) e tenda do Testemunho (Números 9.15, 18.2).

Era grande barraca onde eram realizados os atos de adoração durante o tempo em que os israelitas andaram pelo deserto depois da  saída do Egito (Êxodo 25-27). O tabernáculo continuou a ser usado até que o TEMPLO foi construído, no reinado de Salomão.

TEMPLO: Edifício construído no monte Moriá, em Jerusalém, no qual estava centralizado o culto a Javé (ou Jeová) em Israel. Substituiu o TABERNÁCULO. O primeiro Templo foi construído por Salomão, mais ou menos em 959 a.C., e destruído pelos babilônios em 586 a.C. (II Reis 25.8-17).

O Templo propriamente dito media 27 metros de comprimento, por 9 de largura, 13,5 de altura. Estava dividido em duas partes: O Santo Lugar onde os fieis permaneciam, e  o Santíssimo Lugar ou Oráculo onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, não sem sangue, para sacrificar pelos seus pecados e pelas culpas do povo (Hebreus 9.7).

SINAGOGA: Casa de oração dos judeus que começou a existir provavelmente durante o cativeiro. As sinagogas se espalharam pelo mundo bíblico. Servia de tribunal, e nelas, adultos e crianças adoravam a Deus, oravam e estudavam as Escrituras (Lucas 4.16-30).  

A  IGREJA  DE CRISTO NO NOVO TESTAMENTO

               O CONCEITO DE IGREJA:  Tradução da palavra grega ekklesia, significa assembleia, ajuntamento dos servos de Deus.

Grupo de seguidores de Cristo que se reúnem em determinado lugar para adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (Romanos 16.16).   A palavra considera igreja a totalidade das pessoas salvas em todos os tempos (Efésios 1.22).

Segundo a palavra, podemos observar neste conceito que,  igreja não é a estrutura material construída por mãos humanas, para tanto, a primeira vez que a  palavra igreja fora pronunciada no Novo Testamento deu-se no Evangelho de  Mateus 16.14-18, ocasião em que o Senhor Jesus interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas.

Disse-lhes então Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou?   E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.  

E verdadeiramente a igreja primitiva de Cristo foi primeiramente edificada fundamentada na doutrina dos apóstolos (Atos 2.47), hoje, é edificada no “IDE” de cada um dos que tem  compromisso de servir a Deus em Espírito e em Verdade (Efésios 2.19,20).  

IGREJA   NÃO É PRÉDIO

Sempre que conhecemos  um irmão, a primeira pergunta dirigida um ao outro é: Qual a sua igreja? E se alguém perguntasse a um dos Apóstolos: Qual a sua igreja? O que teriam eles respondido?

Amados, os eruditos que fazem a mídia na religiosidade criaram um mito que para servir a Deus e por Ele ser abençoado, se faz necessário ser membro e dar dinheiro na instituição religiosa. Por isso, sem a estrutura física e sem um líder com título eclesiástico as ovelhas sentem-se perdidas.

 Mas na carta aos Efésios 5.32, a Palavra faz uma menção  interessante que não poderá passar desapercebido diante dos nossos olhos espirituais, e assim descrito: Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. E é sobre esse grande mistério que vamos meditar, sob a dispensação do Espírito Santo do Senhor, à luz do Evangelho, para conhecermos a igreja de Cristo:

E para ratificar a tópico, vamos meditar no capítulo 9 do livro de Atos, onde a palavra conta que Saulo indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

E ele disse: Quem és tu, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.

Uma pausa para meditação: Observe que na ocasião em que o Senhor Jesus interrompeu a Saulo, Ele já havia ressuscitado e estava na glória do Pai, e mesmo assim, o Senhor lhe disse: Saulo, Saulo, por que me persegues? Como poderia Paulo perseguir a Cristo, estando Ele glorificado nas alturas? Considere:

Atos 8.1: Saulo consentiu na morte Estevão, e fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.

Atos 9.1, 2:  E Saulo, ainda respirando ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote, pediu-lhe cartas para Damasco,  a fim de que, se encontrasse alguns seguidores de Cristo, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.

Mas o resplendor da glória de Cristo cegou a visão de Saulo, o qual foi  guiado pelas mãos a Damasco, pelos seus seguidores. Disse então o Senhor para  Ananias, seu servo para que fosse ao encontro de Saulo e orasse por ele.  E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém.

Evidencia-se neste tema, que a igreja que Saulo perseguia, não era a instituição religiosa, mas o Corpo de Cristo, ou seja, homens e mulheres que faziam compromisso de servir a Deus, guardando no coração os mandamentos do Senhor Jesus, constituindo assim a  igreja de Cristo no Novo Testamento, a qual não é  a estrutura material, mas os que servem ao Senhor em espírito e em Verdade.

                Portanto, é um equívoco alguém perguntar qual a sua igreja? Ou dizer a minha igreja, ou eu vou a igreja. Porventura seria possível alguém fundar ou ir a uma igreja, sendo nós a igreja de Cristo? O homem tem edificado instituições religiosas, as quais são rotuladas com placas, mas igreja, somente a que Cristo resgatou com o seu sangue. 

                Por isso recomendamos aos amados, a não associar a igreja de Cristo com o edifício da praça, ou a organizações religiosas que dizem ser igrejas, porque não são. Como também muitos pregadores tratam a estrutura material como santuário, altar do Senhor, ou a casa do tesouro, isso é um equívoco, um engodo para atrair fieis.

Porque a igreja de Cristo é gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível (Efésios 5.27). E o Evangelho tem preparado a igreja para se apresentar  como uma virgem pura ao marido, a saber, a Cristo Jesus (II Coríntios 11.2), que Ele resgatou com o seu próprio sangue (Atos 20.28).  

NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO

A Palavra do Senhor na primeira carta aos Coríntios 12.12-27, assim descreve:

Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.

 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.  

Porque Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo.

Porque  Deus assim formou o corpo,  para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros.  De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. 

VÓS SOIS O CORPO DE CRISTO E SEUS MEMBROS EM PARTICULAR.

I Coríntios 6.19:  Não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

I Coríntios 16.16, 17: Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.  

No Antigo Testamento, o Templo (estrutura física) era o lugar oficialmente destinado ao povo judeu para adorar e oferecer sacrifícios a Deus. Na Nova Aliança, a Palavra assegura que o nosso corpo é o templo de Deus, porque o Espírito Santo habita em nós. E se alguém destruir o nosso corpo, Deus também o destruirá, porque o templo do Espírito é santo.

OS SERVOS CONSTITUEM O CORPO, E CRISTO É ACABEÇA          DA IGREJA

Conhecemos primeiramente que a igreja de Cristo não é instituição religiosa, nem tão pouco a estrutura material o lugar santo, como muitos pregam, mencionando que para servir a Deus e receber as suas bênçãos se faz necessário membrar-se a essas instituições rotuladas por placas, mas o povo santo de Deus constitui a igreja gloriosa que Cristo arrebatará no seu grande e terrível dia.

Vimos também, que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo de Deus. Agora observe nos versículos abaixo, onde a palavra relata que Cristo é a cabeça do corpo, o qual é a  sua igreja que Ele amou e a resgatou em sacrifício vivo. Vejamos:

Colossenses 1.18, 24: Cristo é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.   E regozijo-me, agora, no que padeço por vós e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja.

Efésios 1.22,23: Deus sujeitou todas as coisas aos  pés do seu Filho e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja,  que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

Efésios 5.23: Assim como o marido é a cabeça da mulher, Cristo também é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.  

À luz da palavra, hoje, a igreja de Cristo assim se constitui: Individualmente, o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, todos os templos formam um corpo, e Jesus Cristo é a cabeça desse corpo. Essa é a igreja do Senhor Jesus, até a  sua vinda para arrebatá-la para a Nova Jerusalém. 

Porque na primeira carta aos Coríntios 1.10-13, a palavra alerta para que fujamos da doutrina do homem, e assim descreve: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos em um mesmo sentido e de um mesmo parecer.

Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo.  Está Cristo dividido?  Foi Paulo crucificado por vos? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

A Palavra exorta para que sejamos de um mesmo parecer, unânimes em uma só fé, e confirma  em I Coríntios 3.4 onde a palavra diz: Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais?

            Portanto amados, a igreja de Cristo precisa manter a unidade da fé, e a   igreja rotulada é algo que não poderia existir no meio evangélico, basta acatar a palavra: Está Cristo divido?  Foi Paulo crucificado por vós

E, se o irmão é membro do corpo de Cristo, porque irá membrar-se em ministérios idealizados por homens? Quem ama a Cristo, guarda os seus mandamentos (João 14.14).    

TEMPLOS, SACERDOTES E SACRIFÍCIOS

O antigo Judaísmo estava centrado em três elementos: O templo, o sacerdócio e o sacrifício.

Quando Jesus veio, Ele cancelou os três elementos cumprindo-os em Si mesmo. Ele é o Templo que incorpora uma casa nova e viva feita de pedras vivas — “sem mãos humanas”. Ele é o Sacerdote que estabeleceu um novo sacerdócio.  Ele é o Sacrifício perfeito e definitivo.

 A Epístola aos Hebreus continuamente enfatiza que Jesus ofertou-se “de uma só vez, para sempre” ressaltando que Ele não precisa mais ser sacrificado novamente, porque um único  sacrifício de Cristo no Calvário foi completamente suficiente.

ONDE A  IGREJA DE CRISTO SE REUNIA?

            O livro de Atos narra que, após a ascensão do Senhor Jesus ao Trono de glórias do Pai, os Apóstolos e discípulos sendo ungidos pelo Espírito Santo para a obra do ministério (Atos 2), realizaram a maior obra evangelista na face da terra. Pregavam nas casas, ruas, praças, praias, onde estivessem, ali era anunciado o Evangelho, e maravilhas aconteciam pelo Nome do Senhor Jesus.

E como a maioria do povo de Israel permaneceu cumprindo a lei de Moisés, os apóstolos iam às sinagogas dos judeus anunciar o  Evangelho de Cristo. Porem, não congregavam com  judeus remanescente na lei, mas ensinava-os as virtudes de Cristo e dos séculos vindouros.

Mas a reunião da igreja de Cristo se dava nas casas daqueles que recebiam a palavra da salvação (Atos 28.30, Romanos 16.5,10).

Atos 2.46  Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, (Atos 5.42)  e todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.

Observem que os Apóstolos pregavam o Evangelho no templo dos judeus, mas o partir do pão (ceia) e as reuniões em nome do Senhor Jesus, eram realizadas nas casas, e onde estavam, ali era o território demarcado para anunciar a graça do Senhor.

Desde então, a palavra de Deus permanece inalterada, qual a razão de se mudar a forma de anunciar a palavra e servir a Deus?    

A palavra do Senhor no livro de Atos 7.48,49 e 17.24,25 afirma que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Considere que seria desnecessário a apresentação desse texto se todos observassem as escrituras sem acrescentar doutrina, ou ao menos guardassem uma só palavra do Senhor Jesus citada no Evangelho de Mateus 18.20, onde Ele declarou: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

Dois ou três reunidos em nome do Senhor Jesus, onde quer que estejam, na casa (Atos 28.30,31 – Romanos 16.5,10), na prisão (Atos 16.23-36), na praça, (Atos 17.17), na praia (Atos 21.5) ali estará  constituída a Igreja de Cristo.

ITEM XV

A VERDADE SOBRE OS DÍZIMOS

            O que é dízimo?  Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja.  Mas, Deus ainda exige que pratiquemos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício de Cristo para remir  o homem do pecado?  Vamos conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado dízimo, que está sendo levado aos fieis de forma desvirtuada, por muitos pregadores.

             Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa, sobre o nosso assunto:

Dízimo: A décima parte.

Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.

Como podemos observar, dízimo é a décima parte de qualquer coisa, exceto dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se dízima.

Porque então os pregadores pedem dízimo? A confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para o cofre da igreja, os dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos: 

Deuteronômio 14.24 a 27: E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo

Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele instrui, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus. 

Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.

O dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido da forma como está sendo feito, porque   o dízimo foi destina para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje não há mais entre nós a personagem representativa do levita.

Então alguém irá apontar para Malaquias 3.10 para justificar que fora ordenado ao dízimo ser levado para casa do tesouro. Isso não muda nada, a finalidade do dízimo continua sendo a mesma, ou seja, prover o sustento aos levitas e amparar o órfão e a viúva.     

Se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5 a 12 e Neemias 12.44 a 47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do tesouro. A palavra diz: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?

Mantimento: Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.                   

Ainda em II Crônicas 31.13 a 19, a lei menciona que o quinhão dos dízimos era partilhado às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor.  Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder da igreja ou à cúpula de uma organização religiosa, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante.   Enfim, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco destinado a realizar obras missionárias ou mesmo construir templos.

No Antigo Testamento, o rigor da ordenança do dízimo era a garantia do mantimento em abundância. Pagava-se o dízimo para ser recompensado materialmente, mas Jesus Cristo em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço pela nossa libertação, com o seu próprio sangue, para que recebamos a paz, a graça e a oferta da vida eterna.

No Evangelho de Cristo, Ele nos ensina que não precisamos mais pagar o dízimo para garantir as necessidades cotidianas de coisas materiais (alimento, vestimenta, etc.), Jesus priorizou a buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas (Mateus 6.25-33).

E para recebermos as bênçãos e a graça do Senhor ninguém precisa pagar mais nada (Mateus 10.7-10) porque é Ele quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25).    

                       OS DÍZIMOS ANTES DA LEI

O DÍZIMO DE ABRAÃO – Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.

O DÍZIMO DE JACÓ – Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto ganhasse se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.          

Em ambos os acontecimentos, não há registro na palavra do Senhor que tenha havido ordenanças ou determinação para que se dessem o dízimo. Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária, espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.

Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei que fora por Cristo abolida.

O DÍZIMO PELA LEI

Números 18.21, 24, 26: O pagamento do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.

Deuteronômio 14.29: Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.

Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de caridade aos necessitados, hoje é empregado para outros fins, diverso daquele que o Senhor ordenou.

Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu Deus (Mateus 6.1-4).   

Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24) com a finalidade de manter os filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.

Como também fora ordenado as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas, o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade. Hoje, a situação está a revés da palavra, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância de bens.      

O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO

No Evangelho de Marcos 16. 15, 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.

            Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1, 2). Foi para isso que Ele deu a sua vida. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento?  Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é mutilar o Evangelho de Cristo, e sobrecarregar as ovelhas do pesado fardo que Cristo levou sobre si.  

No Evangelho de Cristo Ele nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar,   a jejuar (Mateus 6.1-18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém  nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aos dízimos,  foi com censura. Vejamos:

            Mateus 23.23 – Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé;deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.  

Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:

Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4).Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconheceu-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade  de cumprir a lei. Vejamos:

Mateus 5.17,18: Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

E verdadeiramente Ele cumpriu a lei.  Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos  (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.

Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo,  então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus,  encerrando-se ali, toda  ordenança da lei de Moisés, sendo abolido  o Antigo e  introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.

O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou João 13.34.  Se a justiça provem da lei,  segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).

Em Mateus 5.20 disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos  céus.

Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos)  que cumprissem a lei de Moisés, lei que  ordena o pagamento do dízimo. Nós porém,  para herdarmos  o reino dos céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas  precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida.   A Graça do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.  

            A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9-14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem  religioso, que jejuava duas vezes  por semana e dizia  ser  dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo  e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor.

Hoje não é diferente, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta  narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo exemplificou  que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.

A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS

Hebreus 7.5: E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.

           Observe, a palavra afirma que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato do versículo 11:

            Hebreus 7.11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).

           Hebreus 7.12: Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei.

            Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levíticos (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente, mudou também a Lei.

Se hoje, usarmos essa lei que fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os pastores de hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16), e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).

Portanto, apenas esses três versículos (5,11,12) do capítulo 7 da carta aos Hebreus, é o suficiente para entendermos a abolição de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimo na era da Graça do Senhor Jesus.  

AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM

A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo dos fieis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o porquê:   

Hebreus 7.8: Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.  

Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).

No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.    O Senhor Jesus Cristo disse que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no   Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: Todo aquele que  vive, e crê em mim, nunca morrerá.  Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não creem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.

Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.  

            Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia.    Estar sem a graça de Deus, é estar morto.

            Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a Palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria. Para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres (Mateus 19.21);  e quando  Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8, 9), disse apenas: Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.

Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26). Certamente,  como também  é bíblico: a circuncisão (Gênesis 17.23 a 27),  o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8 a 13), a santificação do sábado (Levíticos 23.3), o apedrejar  adúlteros (Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. É bíblico, mas pela ordenança da lei que Moisés introduziu ao povo.

Então porque hoje não cumprem a lei na sua totalidade, ao invés de optarem  exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque  é a garantia  de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.  

O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é uma grande divisão existente na palavra, separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação (I Coríntios  15.1, 2).   Porém hoje, qualquer esforço para voltar a lei de Moisés  que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício  do  cordeiro   de  Deus   e  reconstruir o  muro por Ele derrubado (Efésios   2.13 a 15).

Apocalipse 5.9: Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações.

Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou o mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).

O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias: Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga tributária.

Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à palavra do Senhor.

Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, foi por Cristo abolida, pelo seu sangue na cruz do Calvário(Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios  2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus  7.12,18, 19).  

Gálatas 5.14: Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.

ITEM XVI

COMÉRCIO NO TEMPLO, ABOMINAÇÃO AO SENHOR

Outros comercializam o dom que de graça recebeu do Senhor, fazendo negócios dentro e fora das reuniões sem nenhum temor e respeito a obra de Cristo, confrontando a sua Palavra, são verdadeiros industriais, empresários da fé, usando o sangue inocente e sacrifico do Senhor para remissão dos nossos pecados de muitos, como marketing de empresas. À propósito vamos conhecer melhor esta palavra:

MARKETING: Conjunto de estudos e medidas que proveem estrategicamente o lançamento e sustentação de produto ou serviço no mercado consumidor, garantindo o bom êxito comercial da iniciativa. É o mesmo que mercadologia.

MERCADOLOGIA: Execução das atividades de negócios que encaminham o fluxo de mercadoria e serviços, partindo do produtor até o consumidor final.

Irmão, e você sabe quem é esse consumidor final? É justamente você, que compra ou colabora de alguma forma com esse comércio que escandaliza a Palavra, e lamentavelmente o homem dissoluto que não teme à Deus, abre um ponto comercial em cada esquina, com requinte e caráter de empresa, colo um rótulo de “igreja”, mas o único objetivo é extorquir a fé dos que buscam servir ao Senhor.

Agora observem o que aconteceu quando Jesus entrou no templo e surpreendeu alguns homens comercializando, principalmente animais que seriam usados para sacrifícios em holocausto, conforme uso da lei de Moisés (Levíticos Cap. 1, 2, 3…).

Evangelho de João 2.13-16 relata que estava próxima a páscoa dos Judeus e Jesus subiu a Jerusalém, e achou no templo os que vendiam bois, ovelhas, pombos, e os cambistas assentados.  E tendo feito um açoite de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas e espalhou o dinheiro dos cambiadores e derrubou as mesas. E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa do meu Pai, casa de venda.

No Evangelho de Mateus 21:13, disse Jesus: Está escrito, a minha casa será chamada casa de oração, mas vós a tendes convertidas em covil de ladrões.

Irmão, reflita, onde muitas vezes estamos buscando as bênçãos e convictos que estamos servindo ao Senhor? Porventura pode alguém encontrar o nosso Deus que é íntegro, santo, puro, em covil de ladrões? Deus é conivente com a iniquidade?

Por isso, Jesus se indignou com o comércio e a profanação do templo, o qual não viu outra saída se não limpar o templo expulsando os corruptos. Suas ações foram atemorizantes, e muitos fugiram dali por causa dela, porém, as crianças, os cegos e os coxos, ficaram e Ele os curou, porque no Evangelho de Lucas 4.15, relata que pela virtude do Espírito Santo Jesus ensinava nas sinagogas, e anunciou:

O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. Porque Jesus veio para os doentes, buscar e salvar o que havia se perdido.

Agora meditem nos textos abaixo, o aprecie o resultado pela corrupção, quando se usa o nome do Senhor:

O capítulo 5 de II Reis, descreve que o general Naamã sendo agraciado pela cura da lepra, ofertou a Eliseu, profeta de Deus, grande valor de bens materiais, mas esse recusou, apesar da insistência de Naamã com ele para que a tomasse, mas ele não aceitou, mas Geazi, servo do profeta Eliseu, correu atrás de Naamã, e tomou os bens que o seu senhor havia recusado. E como recompensa pela corrupção herdou a lepra que estava em Naamã.

Episódio semelhante ocorreu no Novo Testamento (Atos 8.9-23), conta que em Samaria, um certo homem chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica e tinha iludido a gente de Samaria, dizendo que era uma grande personagem; ao qual todos atendiam, desde o mais pequeno até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus.

Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou, de contínuo, com Filipe e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito.

Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ouvindo que em Samaria receberam a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.

E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.

Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração; pois vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniquidade.

Hoje, em muitas “igrejas”, há um comércio escancarado, principalmente na vendagem de livros, e CDs, roupas e salgados. Homens enganando o seu semelhante, dizendo aos irmãos que serão abençoados com a aquisição daquele material. Mas a Palavra do Senhor diz outra coisa, ela diz que a unção vem de Deus. Vejam:

I João 2:26, 27, diz: Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam. E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas.

Evangelho de João 14.26, diz: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Portanto meu irmão, minha irmã, se você está vendendo, comprando, ou contribuindo de alguma forma para que haja comércio de qualquer espécie na instituição religiosa chamada “igreja”, para transformá-la em covil de ladrões, e for surpreendido pela presença do Espírito Santo do Senhor, você estará praticando a iniquidade, e, poderá também, como aqueles que comercializavam no templo do Senhor, ser lançado fora, porque o dom de Deus não se compra e nem se alcança com o dinheiro, mas com humildade, fé e a unção do Espírito Santo, que vem do Alto.

ITEM XVII

EVANGELHO  DA PROSPERIDADE:                   GRAÇA  OU COMÉRICO

No Antigo Testamento encontramos inúmeras referências, onde o Senhor prosperava espiritualmente os que o temiam e lhes eram fieis.  Também lhes concedia muitas bênçãos e prosperidades materiais, como recompensa pela fidelidade à sua Palavra, porém, no Novo Testamento não encontramos mais a promessa de prosperidades materiais, para os que lhes são fieis  e buscam a salvação em Cristo.

E a lógica é óbvia, Cristo  derramou o seu sangue em sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados para alcançarmos a salvação, e nesse caso, as prosperidades materiais tornaram-se coisas insignificantes, pequenas e vãs diante da grandeza de Deus em nos proporcionar a oferta da vida eterna, pois, agora temos uma melhor e mais confortável esperança em Jesus Cristo, encontramos a vida, pela sua morte  na cruz. Algo infinitamente superior a todos os bens materiais deste mundo. 

Mas alguém poderá refutar, porque no livro de Malaquias 3.10, disse o Senhor:  Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

Este versículo é o argumento mais usado pelos pregadores, mas que muitos não conseguem visualizar pelos olhos espirituais, é uma grande divisão que há na palavra de Deus, chamada a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo), e Jesus disse: Um Novo Mandamento vos dou. E se não fosse pela misericórdia do Senhor Jesus em nos ofertar um  um Novo Testamento pelo seu próprio sangue, até hoje, estaríamos vivendo pela lei, consequentemente, mortos na maldição do pecado. E a ordenança para se levar o dízimo à casa do tesouro faz parte de outro mandamento (a. C.), o qual foi sucumbido pela aspersão do sangue do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário. 

Mas a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE revoluciona isso prometendo prosperidade, bem estar e erradicação da pobreza, porque a inferioridade, segundo o EVANGELHO DA PROSPERIDADE significa falta de fé, algo que desqualifica o sacrifício do Senhor Jesus Cristo para a remissão do pecado e a salvação da vida eterna.

Segundo os pregadores da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, Jesus veio ao mundo pregar o Evangelho aos pobres justamente para que deixassem de ser pobres. Mas de onde surgiu esse evangelho mentiroso que hoje é predominante na maioria das igrejas, que desvirtua a fé, e afirmam que temos que  buscar a felicidade e bens materiais em Deus a qualquer custo?  

A Palavra de Deus, à luz do Evangelho diz: Quem deu primeiro a Ele para que fosse recompensado? Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos as humildes (Romanos 11.33 e 12.16).

Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele, mas tendo sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e traspassaram a si mesmos com muitas dores (I Timóteo 6.7-10).

A teoria evocada no EVANGELHO DA PROSPERIDADE propaga que o crente sendo fiel nos dízimos e ofertas, tem o direito perante a Deus em viver uma vida regada de mordomia, com bom emprego, moradia de alto padrão, carros novos, imune as enfermidades, resguardado aos desajustes sociais e familiar, enfim, viver o paraíso aqui na terra mesmo, confrontando a palavra do Senhor Jesus o qual declarou: No mundo tereis aflições (João 16.33).  

A Palavra de Jesus afirma que enquanto estivermos no mundo vamos ter provações, mas vamos também receber a sua Graça e abundância de paz, o que é de uma grandiosidade incomparável a toda riqueza deste mundo. Mas a grande recompensa pela fidelidade aos mandamentos do Senhor, só virá na eternidade. O Senhor reservou para os seus uma cidade edificada toda em ouro, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor, nem clamor porque as primeiras coisas já se passaram.

Essa modernidade que permeia no seio evangélico conhecida como TEOLÔGIA DA PROSPERIDADE é um equívoco, uma monstruosidade herética, pois induz o coração do  homem a renunciar os conselhos de Deus, e a vislumbrar apenas a cobiça e avareza pelos bens desta vida. Exemplo que vem dos pastores de algumas igrejas, os quais amontoam para si riquezas, e dizem que é benção de Deus. E o resultado disso são os escândalos e o descrédito aos verdadeiros  servos compromissados com Deus na pregação do Evangelho.

A Palavra mostra a verdadeira face do Evangelho  na vida de Cristo e dos apóstolos, citada nas escrituras que apresentam situações de extrema privação e renúncia aos bens materiais, mas com  abundância no amor, nas boas obras e na obediência a vontade de Deus.  

Hoje, criaram cursos especialmente  direcionados a capacitação de pastores para fazer abarrotar as igrejas, usando métodos que fogem  do princípio bíblico, por isso as pregações sobre a prosperidade têm crescido assustadoramente a cada dia nas igrejas evangélicas, substituindo o Evangelho da graça pela doutrina da avareza.       

No momento em que a corrupção assola a humanidade, os homens de Deus, que têm o compromisso de levar a verdade, paz e esperança aos oprimidos, ao menos teoricamente deveriam estar invólucros numa blindagem completa dessa desmoralização, mas acabam maculando a pureza do Evangelho e do sacrifício do Senhor Jesus Cristo.

Porque no princípio da igreja primitiva, as coisas não aconteciam assim, a palavra de Deus narrada no livro de Atos e demais escrituras, cita que os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, com grande poder, e em todos eles havia abundante graça.

Todos os que criam, estavam juntos e tinham tudo em comum, e não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos  apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. E isso, faziam todos, voluntariamente.

E desde a antiguidade, os homens compromissados com Deus, não se envolviam nessa imoralidade generalizada que ocorre hoje, um exemplo clássico disso foi relatado no capítulo 5 de II Reis, ocasião em que o general Naamã sendo agraciado pela cura da lepra, ofertou a Eliseu, profeta de Deus, grande valor de bens materiais, mas esse recusou, apesar da insistência de Naamã com ele para que a tomasse, mas ele não aceitou.

Porem, Geazi, servo do profeta Eliseu, correu atrás de Naamã, e tomou os bens que o seu senhor havia recusado. E como recompensa pela corrupção herdou a lepra que estava em Naamã.

  O capítulo 8 do livro de Atos descreve caso assemelhado ocorrido com os apóstolos Pedro e João     quando estavam em Samaria os quais, oravam para os novos convertidos e lhes impunham as mãos, e recebiam o Espírito Santo.

E Simão, que também era novo convertido, lhes ofereceu dinheiro, para receber o mesmo poder do Espírito Santo que fora dado aos apóstolos, porem, Pedro disse-lhe: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus.

Em ambos os casos houve oferta de dinheiro e bens materiais em recompensa pela graça, mas os homens santos de Deus, recusaram, deixando em si mesmo o exemplo para que nós os imitássemos. Porém, nos dias de hoje, a maioria dos pregadores pedem dinheiro aos seus seguidores, comercializam a graça e o sacrifício do Senhor Jesus, sob promessa de prosperidades materiais, cuidando que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Isso é doutrina de homem, que vai na contra mão do Evangelho do Senhor Jesus, o qual advertiu dizendo: Não ajunteis tesouros na terra, mas ajuntai tesouros no céu, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.

Jesus ainda declarou que não tinha lugar pra reclinar a cabeça, e aconselhou o mancebo rico a vender todos os bens e doar aos pobres para receber um tesouro no céu. E alertou que, aquele que não renunciar tudo o que tem, não serve  para ser seu discípulo, porque mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.

E no capítulo 6 da primeira carta a Timóteo, vem a sustentação da palavra de Deus, que protesta: Se alguém ensina alguma outra doutrina que não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe.

E os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e traspassaram a si mesmos com muitas dores.

 Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, e toma posse da vida eterna, e manda aos ricos deste mundo que não sejam orgulhosos, que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.

Outro exemplo notório, está contido no capítulo 3 de Atos, ocasião em que Pedro e João subiam ao templo à hora da oração, e era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias o punham à porta do templo chamado Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

 Ele, vendo Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola, e Pedro, fitando os olhos nele, disse-lhe: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

 Observem que os homens designados por Deus, não possuíam bens materiais, porque o Senhor Jesus havia lhes ordenado que nada levassem pelo caminho (Mateus 10.6-11), entretanto, eram cheios das virtudes do Espírito Santo. Ao contrário do que ocorre hoje, muitos  pregadores,  se depararem com uma situação dessa, vão ter que dar alguma esmola ao pedinte porque a maioria deles só possuem a riqueza material, porque esse é o objetivo desejado.

E o perigo constante, satanás tem exaltado o seu reino no púlpito das igrejas e muito ainda dizem o amém! A Palavra adverte que devemos examinar com cuidado se o espírito manifestante é de Deus, porque satanás se transfigura em anjo de luz e engana até os escolhidos.

Na carta aos Romanos 16.17, 18, a palavra de Deus diz: Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles, porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e, com suaves palavras, enganam o coração dos simples.

E no Evangelho de Mateus 10.16, disse Jesus: Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.

Portanto amados, lembrem-se da palavra do Senhor Jesus Cristo, o qual sempre pregou o amor ao próximo, e sejam de um coração simples, humilde, misericordioso, mas prudente  como a  serpente, e não se deixem levar por palavras suaves, as quais têm na verdade, alguma aparência de sabedoria, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.   

           AS RIQUEZAS SÃO VAIDADE E AFLIÇÃO DE ESPÍRITO

No livro dos Eclesiastes ou Pregador, capítulo 2.1-11, há uma narrativa do rei Salomão sobre a sua vida regada de bens e encanto, fala também da sua frustração e constrangimento, pois, ao fim da jornada, ele teve o dissabor de provar que tudo não passava de vaidade e aflição de Espírito.

O Rei Salomão, filho de Davi, teve um reinado glorioso sobre Israel, porque Deus havia lhe concedido mais sabedoria do que a todos os homens. Deu-lhe também poder e riqueza como a nenhum outro homem sobre a terra. Diante de tanto privilégio vindo de Deus, ao fim de tudo, Salomão chegou à triste e verdadeira conclusão que apesar da sua imensurável riqueza, sabedoria e deleite sobre o que de melhor o mundo podia lhe oferecer, isso não fora suficiente para produzir fruto digno de alegria para saciar a sua alma. Tudo não passou de vaidade e aflição de espírito. Clamorosamente lamentou Salomão dizendo: 

 Amontoei para mim prata, e ouro, e jóias dos reis da terra, engrandeci-me e aumentei mais do que todos os que houveram antes de mim, em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria, nem privei o meu coração de alegria alguma; e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito; e que proveito nenhum havia debaixo do sol.

Apesar do poderio social, econômico e sabedoria do rei Salomão, hoje somos muito mais próspero do que ele. Não no ouro, ou na prata ou na sapiência humana, mas somos fartos pela consolação do Espírito Santo, pela grandeza da  Graça do Senhor Jesus que há em nós, pela aspersão do seu precioso sangue, e a oferta da vida eterna.

Salomão lamentou porque não pode ceifar o fruto da sua prosperidade, ele possuía abundância de todos os bens que se possa imaginar sobre a terra, mas faltava-lhe o mais importante de tudo, faltava-lhe a Graça do Senhor Jesus. Não havia consistência na sua prosperidade, a sua alma era vazia porque lhe faltava o essencial, havia ausência do Espírito Santo de Deus na sua vida, pela desobediência a palavra do Senhor.

E nessa incoerência, muitos irmãos estão buscando aquilo que Salomão, com clamor, afirmou que era e continua sendo, vaidade e aflição de espírito. Estão abandonando a Graça pela busca desesperada à prosperidade material, isso é profundamente lastimável.  

Nós não temos ouro nem prata, mas possuímos as virtudes do Espírito Santo de Deus. Recebemos a grandiosidade da Graça do Senhor Jesus, e isso nos basta. O Espírito Santo nos alegra e nos fortalece mesmo nos momentos de turbulência, porque o Senhor é conosco. Socorro bem presente na angústia, não deixa desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão (Salmos 37.5).        

Para a sua reflexão: Bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não o viram, e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram (Mateus 13.16-17).

            Louvai ao Senhor!

 

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