ALEGORIA DE JOSÉ DO EGITO, EM SEMELHANÇA A JESUS CRISTO

A palavra relata que os episódios do Antigo Testamento serviram como alegorias para o Novo Testamento, isto é, sombra dos acontecimentos futuros, comparações figuradas do que havia de vir (Hebreus 10.1).

ALEGORIA: Exposição de um pensamento sob forma figurada.  Ficção que representa uma coisa para dar ideia de outra.

É óbvio que não há nada e nem obra alguma de mãos humana semelhante ou que se possa comparar a magnitude e grandeza da obra realizada por Cristo e o triunfo na cruz, mas há sim, afinidade dos episódios de José, filho de Jacó, figurando como sombra da mais perfeita obra já realizada sobre a terra pelo sacrifício do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vamos conhecer José, o qual ficou conhecido nos meios evangélicos por José do Egito, pelo cumprimento da sua obra naquela terra.

José (significa Deus acrescenta), filho de Jacó e Raquel (Gênesis 30.22-24), era o penúltimo dos doze filhos de Israel, e também o mais amado pelo seu pai, porque era filho da sua velhice. Aos dezessete anos, José tinha revelações em sonhos sobre os acontecimentos futuros, destacava-se entre os seus irmãos, e por isso era perseguido e invejado por eles, pois presumiam que José poderia liderar sobre eles.

Conspiraram para matá-lo, mas pela interferência de Ruben, o primogênito de Jacó, o fato não se consumou, mas acabaram por vendê-lo como escravo aos mercadores midianitas, e esses o venderam no Egito a Potifar, eunuco de Faraó, capitão comandante da guarda do palácio real. E Potifar entregou nas mãos de José, tudo o que possuía, e o Senhor abençoava abundantemente a casa de Potifar pelas mãos de José, e tudo o que ele fazia prosperava porque Deus era com ele.

José era formoso de parecer e de vista, e aconteceu que a mulher de seu senhor queria deitar-se com ele, porem, José recusou, porque era temente a Deus. Em outra tentativa, a mulher o segurou, e vendo ela que José deixara as vestes em suas mãos, para se esquivar e fugir chamou os guardas de sua casa, e acusou a José de tentar deitar-se com ela. E ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, o encerrou no cárcere, onde permaneceu por dois anos.

E na prisão, o carcereiro-mor entregou nas mãos de José a administração e o pôs sobre todas as coisas, e José prosperava em tudo quanto fazia, porque o Senhor era com ele. Interpretou sonhos de aprisionados, e por isso foi tirado do cárcere para interpretar o sonho de rei, e pela sua sabedoria espiritual, foi nomeado por Faraó governador do Egito. Libertou da fome os seus familiares trazendo-os para morar em Gozen no Egito. José morreu com 110 anos, e seus ossos foram levados a Siquen, no jazigo junto aos seus pais na terra de Canaã.  

Jesus sendo resplendor da sua glória, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, o seu corpo não permaneceu no sepulcro, porque o Pai Celestial O ressuscitou, foi elevado ao Céu, assentou-se à destra da Majestade nas alturas (Hebreus 1.3), e pelos pecadores intercede.

O capítulo 37 de Gênesis, relata que Israel (Jacó) amava a José mais do que todos os seus filhos porque era filho da sua velhice, e, vendo pois  seus irmãos que o seu pai o amava mais do que a todos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente.

Porem, Jesus Cristo, a quem Deus O constituiu herdeiro de tudo, feito tanto mais excelente do que os anjos, por isso, O ungiu com óleo de alegria, mais do que aos seus companheiros, pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é acima de todos os nomes.

José tinha sonhos e revelações, e a certeza que havia um propósito de Deus na sua vida, e o seu pai guardava esse negócio no coração. Mas os seus irmãos, movidos pela inveja, conspiraram contra ele para o matarem, mas foi impelido por Ruben, o irmão mais velho.  Porem articulou Judá para que o vendessem aos mercadores midianitas por vinte moedas de prata, os quais levaram a José para o Egito.

Semelhantemente, os escribas e fariseus, perturbados pela inveja, conspiraram contra Jesus para o matarem, o qual fora vendido por trinta moedas de prata, preço avaliado por certos filhos de Israel (Mateus 26.15).

Os irmãos de José tomaram a túnica de várias cores que Jacó havia feito para ele, mataram um cabrito, tingiram-na com sangue, e a enviaram a seu pai, o qual reconhecendo as vestes de seu filho chorou abundantemente, e lamentou por muitos dias, julgando que o mancebo havia sido despedaçado por uma fera do campo.

E, havendo os judeus crucificado a Jesus, repartiram as suas vestes, lançando sorte entre si, sobre a sua túnica.

 Assim como Israel (Jacó) amava mais a José do que os outros filhos, concernentemente, a palavra relata que Deus exaltou a Jesus acima de todos os anjos.

E como conspiraram contra José, também traíram a Jesus para o matarem (Mateus 27). Sendo inocente, José foi vendido por vinte moedas de prata e teve uma morte simbólica para conservação da vida material, porque depois dos sete anos de fartura, houveram também sete anos de miséria, e a fome iria consumir os habitantes da terra.  Mas o Senhor concedeu a José, sabedoria para conservação da vida material do seu povo.

Jesus nunca conheceu pecado, foi entregue por trinta moedas de prata, sendo crucificado, derramou o seu sangue em sacrifício vivo para salvação da vida eterna, para os que creem no seu nome.   

A palavra cita que José era formoso de parecer, e de vista (Gen. 39.6), quanto a aparência física de Jesus, a palavra diz: Como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para Ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos (Isaias 53.2).

FARAÓ NOMEIA JOSÉ A GOVERNADOR DO EGITO

             O capítulo 41 do livro de Gênesis relata que Faraó teve um sonho e ninguém na terra podia interpretá-lo, e tirando José do cárcere, pois teve informações pelos seus servos sobre a sabedoria espiritual desse, Faraó obteve as revelações verdadeiras das suas visões em sonhos, pois havia de acontecer sete anos de prosperidade material e abundância de alimentos sobre a terra, e o discernimento para armazenar grãos para tornar-se o celeiro do mundo. Faraó do Egito foi o único privilegiado, pois estava diante de um homem ungido de Deus, e pela sua boca, foi revelado que depois dos sete anos de abundância, os próximos sete anos seriam de seca intensa e toda terra permaneceria estéril sem nada produzir, e certamente a fome viria a prevalecer sobre toda humanidade.

E Faraó alegrou-se muito com essa revelação a tal ponto que surpreendeu os seus súditos, dizendo: Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus? E outorgou a José, poderes para governar o Egito.

Depois, disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão inteligente e sábio como tu. Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu.

E Faraó ainda falou a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.  E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim, o pôs sobre toda a terra do Egito.

E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de vestes de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.

            E disse mais Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito.   E José era da idade de trinta anos quando esteve diante da face de Faraó, rei do Egito. E saiu José da face de Faraó e passou por toda a terra do Egito.

            Faraó reconheceu que em José havia o Espírito de Deus, Jesus foi gerado pelo próprio Espírito Santo de Deus (Lucas 1.26-35)

            A palavra relata também que Faraó tirou o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de linho fino. O anel, na antiguidade, simbolizava um pacto, uma aliança da qual José foi exaltado diante da maior autoridade de um país, porem, o Evangelho de Mateus 3.16,17, descreve que sendo Jesus batizado, saiu da água, e os Céus se abriram, e o Espírito de Deus desceu na forma de uma pomba sobre Ele. Sendo ungida pelo Pai, por uma melhor e mais sublime graça, o Senhor o exaltou dizendo: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Verdadeiramente Deus manifestou o que lhe era agradável, e a sua vontade pelo sacrifício do seu Filho.

Faraó colocou José sobre toda terra do Egito, somente no seu trono ele era maior, porém, o Evangelho de Mateus 28.18, narra que se aproximando Jesus dos seus discípulos, lhes disse: É me dado todo o poder no céu e na terra.  Porque todas as coisas se sujeitaram debaixo de seus pés. Mas, quando diz todas as coisas lhe estão sujeitas, claro que se excetua aquele que sujeitou todas as coisas (I Coríntios 15.27), figurado no reinado do Egito, onde somente Faraó era maior que José

O Pai exaltou a Jesus acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés e, o constituiu como cabeça da igreja (Efésios 1.21, 22).   

Faraó ordenou que no território egípcio todos se ajoelhassem diante de José, e que ninguém se dirigisse a ele sem que passasse pela autoridade de José, no entanto, o Senhor Deus exaltou o seu Filho soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus e na terra, e debaixo da terra. E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus.

E como ninguém chegava a Faraó sem passar por José, assim também, Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2.5).

Ao iniciar a grande obra no reino do Egito, José era da idade de trinta anos, Jesus também iniciou o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23).

José governou o Egito por décadas (oitenta anos), mas ao Filho de Deus foi lhe dito: Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim (Lucas 1.32, 33).

A palavra conta que saiu José da face de Faraó e passou por toda a terra do Egito, Jesus percorreu a Judéia e todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo (Mateus 9.35).

Gênesis 39.23, refere que mesmo na prisão, José prosperava em tudo quanto fazia, porque Deus era com Ele. Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com virtude, o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele (Atos 1038). Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem (João 21.25).

JOSÉ RECEBE OS SEUS IRMÃOS NO EGITO

Os sete anos das vacas gordas passaram, e como os demais governantes não tiveram a mesma sorte que Faraó pelas revelações e sabedoria de José, as outras nações não tiveram uma provisão para os dias futuros, vieram então os sete anos de esterilidade sobre a terra, a fome era gravíssima (Gen. Cap. 41,42), porque a seca assolava toda terra. Mas o Egito, sendo governado por José, possuía armazenagem de grãos em abundância, e tornou-se provedor das nações porque a terra nada mais produzia. E, ouvindo Jacó que havia abundância de alimento no Egito, mandou os seus filhos, exceto Benjamim (irmão mais novo de José) buscar trigo para suprir a fome do seu povo.

Ao apresentarem-se a José, Governador daquela terra, os seus irmãos não o reconheceram, inclinaram-se a ele com a face em terra, e vendo José os seus irmãos, conheceu-os, porém mostrou-se estranho para eles, então José lembrou-se do seu sonho (Gen. 37.6,7).

E como não trouxeram a Benjamim, José falou com os seus irmãos asperamente e os acusou de espiões, e exigiu que um deles permanecesse  como penhor, enquanto os outros levassem o mantimento para os seus familiares e retornassem a terra do Egito com Benjamim, do qual sentia muita falta. Lembraram-se então os irmãos de José com amargura na alma quando o venderam, porem, sem saber que estavam diante dele, porque não o conheceram. E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles. José retirou-se e chorou amargamente.

Então, José ordenou que enchessem os seus sacos de trigo, e lhes restituíssem o seu dinheiro, a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho, e fizeram-lhes assim.

E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e contaram-lhe tudo o que lhes havia acontecido, porem, Jacó, recusou conceder permissão para Benjamim ir com os irmãos ao Egito, temendo que pudesse acontecer com ele uma tragédia, mas acaba a comida e agravada a seca e a fome, voltaram novamente os irmãos de José levando consigo a Benjamim, o qual era o único irmão legítimo de José, visto que os demais eram irmãos somente por parte de pai.

Jacó lhes ordenou que levassem dinheiro em dobro para pagamento dos grãos, porque na primeira aquisição, José houvera determinado que restituísse na boca do saco, a quantia que cada um havia levado, sem que soubessem.

Israel mandou também presentes para o governador (José), do que havia de mais precioso na terra de Canaã, bálsamo, mel, especiarias e mirras, similar ao ato dos reis magos na ocasião do nascimento de Jesus, os quais levaram presentes e especiarias, e achando o menino com Maria, sua mãe, O adoraram.

E o capítulo 45 do livro de Gênesis, apresenta um quadro dramático na vida de José quando ele se deu a conhecer os seus irmãos, ocasião em que retornaram ao Egito todos os filhos de Israel (Jacó) para comprar grãos, acompanhados de Benjamim à presença do então governador do Egito, sem que soubessem que se tratava do próprio irmão, os quais o haviam vendido como escravo aos ismaelitas, havia 22 anos.

José impôs a presença de Benjamim porque era o irmão que mais amava, e esse não havia participado na sua comercialização, e o seu intento era revelar a sua verdadeira identidade na presença de todos os irmãos.

Vamos enumerar os versículos do capítulo 45 de Gênesis, para destacar a aparente semelhança da obra de José, feita em figura, com a grandeza vultuosa do ministério do Senhor Jesus Cristo.

1 – Quando José se deparou com a comitiva formada pelos seus irmãos, não podia se conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo varão; e ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos.

2 – E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu.

3 – E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face.

4 – E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.

5 – Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.

6 – Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.

7 – Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento.

8 – Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.

9 – Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim e não te demores.

10 – E habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens.

11 – E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu, e tua casa, e tudo o que tens.

12 – E eis que vossos olhos veem, e os olhos de meu irmão Benjamim, que é minha boca que vos fala.

13 – E fazei saber a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; e apressai-vos a fazer descer meu pai para cá.

14 – E lançou-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço.

Observem neste capítulo 45 Gênesis, a semelhança “figurada” do diálogo de José com os seus irmãos, e a esplêndida obra realizada por Jesus Cristo:

Versículos 2, 14 e 15, relatam que quando José se deparou com os seus irmãos, não podia se conter porque foi tomado por uma forte emoção e chorou abundantemente. Chorou porque viu a sua geração numa situação crítica e em grande dificuldade, vivendo numa terra árida, e assolados pela fome. E quando o viram, não o reconheceram, não só como irmão, mas principalmente como enviado de Deus para libertá-los daquele tormento. 

Aparência constante no Evangelho de Lucas capítulo 19, ocasião da entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, quando ia chegando, vendo Jesus a cidade, chorou sobre ela. Jesus chorou copiosamente, pelo seu infinito amor ao homem que estava morto no na maldição do pecado, e vendo a multidão, não O receberam como enviado do Pai para salvar o homem do pecado e da morte. Chorou porque honravam-no  com os lábios, mas o coração estava distante, em vão o adoravam.

3 – E quando José contou aos seus irmãos, que ele era aquele, o qual eles haviam vendido como escravo, tal foi a surpresa entre eles que ficaram pasmados, atônitos, diante da sua face. Assim também, pasmaram os discípulos de Cristo, quando Ele revelou a sua grandeza e santidade, transfigurando-se diante deles. O seu rosto resplandeceu como o sol, e não sabiam o que dizer à respeito da aparição de Moisés e Elias (Lucas 9.28-36).

4 – José disse aos seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim (para que fossem aliviados). Semelhantemente disse Jesus aos seus discípulos: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei (Mateus 11.28).

5 – Disse José: Não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá. Porem, estando Jesus crucificado, disse: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Lucas 23.34). 

6 – José alertava os seus irmãos: Já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Mas Jesus afirmou aos seus dizendo-lhes: Eu sou o pão da vida, aquele que vem a mim não terá fome e quem crê em mim, nunca terá sede (Lucas 23.34).

7 – José falou aos seus: Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Jesus disse: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16).

8 – Disse José aos seus irmãos: Não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus. Porem, Jesus disse aos seus discípulos: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.

9 – José acautelou aos seu irmãos: Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim e não te demores. Jesus, falou-lhes, dizendo: Tudo por meu Pai me foi entregue (Lucas 10.22).

10, 11 – José deu a certeza da libertação da fome ao seu povo dizendo: – E habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu, e tua casa, e tudo o que tens.

Porem Jesus nos dá a certeza que voltará para buscar os seus, dizendo: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas, e vou preparar-vos lugar. E, quando eu for, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também (João 14.1-3).

E no versículo 24, a palavra conta que os irmãos de José subiram ao Egito e vieram a Canaã, a Jacó, seu pai. Então lhes anunciaram dizendo: José ainda vive (Gálatas 2.20), e o seu coração desmaiou porque não acreditava.

Então lhe contaram tudo, e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que eu morra. E no versículo 30 do capítulo 46 de Gênesis, diz que quando Israel encontrou o seu filho José, havia mais de vinte anos, ele disse: Morra eu agora, pois já tenho visto o teu rosto, que ainda vives.

Aparente semelhança consta no livro de Lucas 2.25-31, onde a palavra conta que havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão, e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.

E pelo Espírito foi ao templo, e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para com ele procederem segundo o uso da lei, ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:

Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparastes perante a face de todos os povos, luz para alumiar as nações e para a glória de teu povo Israel.

Para Jacó, José teve morte e ressurreição simbólica, para conservação da vida material. Entretanto, Jesus Cristo foi crucificado entre os pecadores, morreu, esteve três dias no seio da terra, e ressuscitou, foi elevado ao Trono de Glórias do Pai, está sentado à destra da sua justiça, e pelos pecadores intercede.

JACÓ E SUA FAMÍLIA MUDAM PARA O EGITO

Assim como Deus falou a José, esposo de Maria para que não temesse recebê-la por estar grávida, porque o que estava nela era gerado do Espírito Santo (Mateus 1.18-25) falou o Senhor também a Jacó, em sonhos, para não temer em descer ao Egito. Então tomou seu gado e tudo que possuía, e todos os seus descendentes, e estabeleceram residência na cidade de Gozen no Egito, e todas as almas que vieram eram sessenta e seis.   Israel viveu no Egito dezessete anos e morreu naquela terra aos 147 anos.

Sendo pois José falecido aos cento e dez anos, toda aquela geração, aumentou muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.

Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito que não conhecera a José, o qual passou a se preocupar com os filhos de Israel, temendo que em caso de guerra, esses ajuntassem aos inimigos e tomassem a terra, porque eram mais poderosos do que os egípcios.  E puseram sobre eles tributos pesados, para os afligirem com suas cargas, no que passaram a condição de escravos no Egito por quatrocentos e trinta anos.

No o versículo 20 do capítulo 47 de Gênesis, conta que José comprou toda terra do Egito para faraó, porque os egípcios venderam a cada um o seu campo, porquanto a fome era drástica e Faraó teve domínio sobre toda terra do Egito.

Porem, o livro de Apocalipse 5.9, revelado a João, descreve que Jesus foi morto, e com o seu sangue, comprou para Deus, homens de todas as tribos, e línguas e povos e nações.

José libertou o seu povo da morte física pela fome que abrangeu a terra, mas depois acabaram se tornando-se escravos no Egito, todavia a palavra do Senhor Jesus afirma: Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará, e se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (João 8.32, 36)

Por isso, buscamos a libertação no Senhor Jesus, porque não há elemento bíblico para se buscar a libertação através da lei, como muitos pregadores têm anunciado, usando Malaquias 3.10, mas, para que não tornemos à escravidão, firmemo-nos na Verdade (João 14.6), e verdadeiramente somos livres por aquele que nos amou e se entregou a si mesmo pelas nossas transgressões, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

José morreu e os seus ossos foram levados a Siquen, no jazigo junto aos seus pais na terra de Canaã, Jesus Cristo também morreu, mas ressuscitou, foi elevado aos Céus, está sentado à destra do Pai, e brevemente  voltará com poder e grande glória, e arrebatará a sua igreja, e a levará para a cidade santa, a Nova Jerusalém, um lugar onde não haverá mais morte, nem prato, nem dor, nem clamor, porque as primeiras coisas já se passaram. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima.

Louvai ao Senhor!

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