DEVEMOS REALIZAR CEIA NO TEMPO DA GRAÇA.

Assim  como a circuncisão, o dízimo, o sacrifício e o olho por olho, eram rituais ordenados pela lei de Moisés, a ceia ou “santa ceia” praticada hoje nas instituições religiosas é a páscoa dos judeus em comemoração a libertação da escravidão do Egito. Vamos meditar:

Mateus 26.17: E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa?

Tendo o Senhor lhes instruído, prepararam o local onde fora realizada a cerimônia. Vejamos:

Mateus 26.26-29:  Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos.

Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.

E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai.

CRISTO É O PÃO VIVO QUE DESCEU DO CÉU

João  6.48-58 – Disse Jesus: Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.

Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.

Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?

Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último Dia.

Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu, nele.

Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta  por mim viverá.

Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.

 Agora conhecemos que Cristo é o Pão Vivo que desceu do Céu, e, quem comer da sua carne e beber do seu sangue terá vida eterna, indispensavelmente necessitamos desse alimento para o nosso fortalecer espiritualmente, para acrescentar em nós a fé e a perseverança da vida eterna. Mas de que forma podemos nos alimentar da carne e do sangue de Cristo, seria porventura o ritual praticado hoje, onde se come um pedacinho de pão acompanhado de um cálice de vinho ou suco de uva?

Poderíamos comprar o Pão Vivo que desceu do Céu nas padarias  ou fabricá-lo com nossas próprias mãos? Ou quem sabe poderíamos adquirir o Sangue do Novo Testamento nas adegas ou nas gôndolas dos mercados?

Em Marcos 7.18, 19, o Senhor ensina que tudo que entra pela boca não o contamina o homem,  porque não entra no seu coração, mas no ventre e é lançado fora. Por analogia, entende-se que aquilo que não contamina também não edifica porque não entra no coração, mas vai para o ventre e é lançado fora.

COMO PARTICIPAR DO CORPO E DO SANGUE DE CRISTO?

Na ocasião em que Nicodemos foi ter com o Mestre, entendeu a exortação para nascer de novo numa visão material, mas a Palavra é discernida espiritualmente, assim também o comer da carne e do sangue de Cristo é não se faz com rituais da lei, mas o  nascer de novo através arrependimento, conversão, fé, crer verdadeiramente no sacrifício de Cristo na cruz  para remissão dos nossos pecados, e na ressurreição para a salvação da vida eterna. Obediência aos seus mandamentos, fazer somente a sua vontade e receber a Cristo como Senhor e Salvador da sua vida.

Em I Coríntios 11.17-34,  Paulo repreendeu a igreja porque ajuntavam para pecar, imitando a bebedice e glutonaria praticada nas comemorações da páscoa, irmãos, estejamos atentos ao  versículo  20, o qual diz: De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a Ceia do Senhor.

E disse mais: Versículos 28-30  Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem.

VOLTAR À PRATICA DA LEI É ANULAR O SACRIFÍCIO   DO  CORDEIRO DE DEUS

Primeiramente a Palavra revela que o ajuntamento da igreja não é para comer a ceia do Senhor, porque quem como e bebe sem discernimento, é para a própria condenação.

Amado em Cristo, você sabe quem está comendo e bebendo do Corpo de Cristo indignamente? São os irmãos que, induzidos por pregadores cegos, voltam à praticar as doutrinas da lei, e um exemplo bem prático disso é a cobrança dos dízimos nas instituições religiosas.

Sabendo porem, que esse alerta não é referente ao pão e o vinho que você participa na sua “igreja”, mas a forma como o Evangelho de Cristo está sendo adulterado por pregadores que não tem compromisso com o Altíssimo, porque hoje, qualquer esforço para voltar a lei de Moisés  que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício  do  Cordeiro   de  Deus   e  reconstruir o  muro por Ele derrubado (Efésios   2.13 a 15). 

Por isso vem a exortação  de I Coríntios 5.7, 8, onde diz: Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.  Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.

Irmãos, a ceia no tempo da graça o Senhor recomendou dizendo: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo (Apocalipse 3.20). Esta sim é a verdadeira ceia do servo com o seu Senhor.

Portanto, tudo que tentarmos fazer através de rituais ou ordenança da lei para aproximarmos do Senhor é um equívoco, porque pela graça sois salvos, através da fé e isso não vem de vós, é dom de Deus  (Efésios 2.8).

JESUS CUMPRIU A LEI

Mas o irmão poderá indagar: Jesus realizou a ceia, e mandou que a fizéssemos em sua memória.

Bem, formalmente, o Novo Testamento começa no livro de Mateus, mas é do conhecimento de todos  que Cristo era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4), viveu Jesus na lei, reconhecendo-a, curou um leproso e o mandou apresentar ao sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.1-4), pela responsabilidade  de cumprir a lei. Vejamos:

Mateus 5.17,18: Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

E verdadeiramente Ele cumpriu a lei.  Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos  (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1…), participou da páscoa, e outras formalidades da lei

Porém, quando Cristo rendeu o seu Espírito ao Pai (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo,  encerrando-se ali, toda  ordenanças da lei de Moisés então passaram a viver pela graça do Senhor Jesus,  sendo  introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação pela aspersão do sangue do nosso Redentor.

Mas até mesmo no livro de  Atos, após a ascensão do Cordeiro de Deus ao Trono de Glórias do Pai, foi um período de transição da lei para a graça, onde você poderá observar que Pedro continuou pregando a circuncisão (Gálatas cap.2), Paulo rapou a cabeça por voto (Atos 18.18), e em Atos 21.24, diz:  Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei.

A circuncisão era mito para o povo judeu, por isso Senhor permitiu que ainda praticassem alguns atos da lei, por que se os Apóstolos começassem a pregar a abolição da lei em sua totalidade, ficavam desacreditados, então ainda praticaram uma ou outra ordenança da lei, mas foram introduzindo ao povo o Evangelho da  graça até que entendesse a grande divisão que separou a Velha Aliança feita de rituais e formalidades cerimoniais, e o Novo Testamento, o tempo da graça e salvação pela aspersão do sangue do nosso Redentor.

Observe I Coríntios 9. 19-22, Paulo revela a razão de tudo isso, onde disse:  Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais.

E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivera debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.

Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.

Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.

E eu faço isso por causa do evangelho, para ser também participante dele.

Essa narrativa de Paulo nos faz entender a razão da circuncisão de Timóteo em Atos 16.3, como outros ritos praticados mesmo após o sacrifício do Cordeiro. 

Mas a partir do livro de Romanos passamos a viver literalmente o tempo da graça, e mesmos assim, sempre os Apóstolos eram açoitados, presos e até mortos por amor ao nome do Senhor, porque anunciavam a graça, a qual anula a cédula antiga.

Fazei isso em memória de mim. Mas de quanto em quanto tempo devemos realiza a ceia em memória do nosso Redentor? Uma vez por, ano, ou uma vez por mês, todos os domingos, todos os dias?

Irmãos, Fazei isso em memória de mim, significa que precisamos estar em comunhão constantemente com Cristo, e não somente uma vez por mês, por ano, ou só aos domingos, mas em todos os mentos precisamos preservar íntegro o lugar do Espírito Santo do Senhor em nossos corações. Viver em santidade, porque Ele recomendou: Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor (Hebreus 12.14).

Louvai ao Senhor! 

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