DE GRAÇA RECEBESTES

Jesus reuniu os doze Apóstolos e os enviou antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e lhes ordenou, dizendo: Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.

Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o operário do seu alimento (Mateus 10).

 Até onde conhecemos a verdade, em conformidade com os ensinamentos do Senhor Jesus, anunciar o Evangelho de graça, é mandamento.

No Antigo Testamento, o dízimo era ordenança da lei para suprir as necessidades dos levitas que não receberam herança na terra prometida, porem, no princípio da igreja primitiva após a ascensão do Senhor Jesus ao Trono de glórias do Pai, enceram-se toda ordenança da lei de Moisés. E quando os homens santos de Deus, os quais ministravam na pregação do Evangelho tinham alguma necessidade, os irmãos a supriam, oferecendo-lhes o essencial para a manutenção cotidiana, cumprindo a palavra do Senhor Jesus quando disse: Digno é o obreiro do seu alimento.

Entre os apóstolos e discípulos de Cristo, a palavra era genuína, anunciada em verdadeira harmonia com o Evangelho de Cristo; e, milagres e maravilhas aconteciam pelas mãos dos seguidores de Jesus, porque o único objetivo dos apóstolos era anunciar a salvação pela aspersão do sangue de Cristo na cruz, porque renunciaram todas as coisas materiais, exemplo legado por Paulo na primeira carta aos Coríntios 12.14, onde declarou: Eis que estou pronto para, pela terceira vez, ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não busco o que é vosso, mas, sim, a vós; porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.

E através dessa  fé viva e com humildade no coração, havia virtudes até nas sombras dos Apóstolos, porque o caráter e expressão desses, sempre foi compatível com a vontade Deus. Não arquitetavam doutrinas para atrair fieis, mas tudo era movido pela unção do Espírito Santo. E também não havia entre eles fraudulência, mentira, e promessa de  prosperidades materiais.

Jesus condenou o comércio no templo, e isso hoje se tornou  uma prática comum, além das doutrinas criadas pelos pregadores, entre as quais se destacam as  campanhas, e o indispensável dízimos e ofertas, como também outros princípios cerimoniais religiosos que não fazem parte do ensinamento legado por Jesus Cristo.

Entretanto, Jesus Cristo declarou: Um Novo Mandamento vos dou. Então qual o apreço pela palavra de Jesus Cristo e dos seus mandamentos para esses que instituem um conjunto de princípios que fundamentam o sistema religioso?

Pois, na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas 1.8, a palavra afirma: Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (quer dizer: Reprovação, maldição, execração).   

Observe o perigo iminente em praticar doutrinas que não estão fundamentadas no Evangelho de Cristo. Paulo, alerta que, ainda que ele mesmo, ou um anjo do céu, vos anuncie outro evangelho, esse virá carregado de maldição e reprovação.

Imagine, qual servo de Deus não sonha em receber a visita de um anjo do Céu? Mas a ameaça não é o anjo, porque se vem do Senhor certamente é benção e não irá contraditar a Verdade. Mas a advertência vem para que estejamos vigilantes quanto à falsificação do verdadeiro Evangelho, porque a palavra lembra também, que satanás pode se transfigurar em anjo de luz e enganar até os escolhidos (II Coríntios 11.14).  

E no livro de Apocalipse 22.18, 19, disse Jesus: Se alguém acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele às pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro. E Jesus ainda ratificou dizendo: Se alguém me ama, guardará a minha palavra (João 14.23).

E a palavra do Senhor hoje não está sendo guardada por inúmeros dirigentes de igrejas que voltam a antiga fábula, como também introduzem novas doutrinas que não constam no Evangelho de Cristo, neutralizando os preceitos que não lhes são favoráveis.

Alguns buscam adequar às ordenanças da palavra de Deus em oportunismo, porque não conseguem vislumbrar a divisão que há no tempo e na palavra separando o AT fundamentado na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida, com a herança da Graça sacramentada por Jesus no Novo Testamento.

Hoje, não existe mais a figura do levita, além disso, não somos mais servos de Moisés, mas discípulo de Cristo, onde ninguém precisa pagar mais nada para receber as bênçãos do Senhor Deus, porque o seu próprio Filho pagou o mais alto preço para resgatar o homem da maldição do pecado, com o seu próprio sangue.

E as consequências da desobediência são trágicas, porque os dirigentes acabam induzindo os seus seguidores ao erro, em verdadeira doutrina de Balaão, buscando apenas a vitória nas prosperidades materiais, deixando em segundo plano, o propósito primordial do sacrifício do Senhor Jesus Cristo, que é a libertação do sofrimento físico e a salvação da vida eterna.

Mas Paulo, Apóstolo chamado por decreto do Altíssimo exemplifica o testemunho de lisura para o rebanho de Cristo, para que assim também procedemos, elucidando em si mesmo, que trabalhando com as suas próprias mãos, é necessário, realizar a obra para a qual fostes chamados e auxiliar os irmãos em suas necessidades, e nos faz recordar as palavras do Senhor Jesus que recomendou dizendo: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.

 Há irmãos, que têm a concepção que para servir a Deus e receber as suas bênçãos, se faz necessário membrar-se a uma igreja institucionalizada e contribuir com os  dízimos e ofertas. Mas esse é um entendimento equivocado e  fora da palavra, pois em I Coríntios 7.23, que diz: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos dos homens. E o próprio Jesus declarou: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles (Mateus 18.20).

Por isso amado, o seu dinheiro não lhe trará galardão algum, é uma imprecisão imaginar que irá agradar ao Senhor através das doações feitas para a sua igreja, porque se assim fosse, o afortunado já estaria salvo, por outro lado, o que seria do desprovido de bens materiais? E além disso, as dádivas do Senhor não estão disponíveis nas gôndolas dos mercados, mas tudo é de graça, para os que o amam e guardam os seus mandamentos.

Porem, no Evangelho de Mateus 6.1-4, vem a revelação da obra que verdadeiramente agrada ao Pai, como também virá dele a recompensa pela obra da sua mão, porque assim nos ensinou o seu amado Filho Jesus. Vejam:

Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles, aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que estais nos Céus.

Mas quando deres esmola, não façais tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

Mas tu, quando deres esmola, não saibas a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola seja dada ocultamente, e teu Pai que vê em segredo, te recompensará publicamente.

A esmola mencionada por Jesus é o ato de caridade, o amor ao próximo, e observem que Ele recomenda que devemos evitar fazê-la publicamente, para que não sejamos idênticos aos falsos religiosos, os quais, praticam a caridade não para agradar a Deus, mas para exaltarem-se diante dos homens.

Meditem na profundidade desse mandamento (a caridade), o que uma das mãos faz que a outra não consiga saber? Isso significa que quando praticamos algum bem, se torná-lo público, o ego e a soberba prevalece em nós, porque exaltamo-nos diante dos homens, consequentemente, passamos a humilhar o necessitado.

Por isso o Senhor Jesus faz semelhança das mãos, comparando-as às pessoas mais próximas e do seu convívio, e recomenda a praticarmos a caridade ocultamente, para que sejamos recompensados publicamente, pelo Pai que vê tudo em segredo. Isso sim é agradável aos olhos de Deus, porque foi ensinado pelo seu próprio Filho, Jesus (meditar em Mateus 25.31-46, Tiago 2.14-26). Por isso, o nosso irmão Paulo trouxe em memória a palavra do Senhor Jesus, o qual enfatizou: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.

De graça: Quer dizer, sem pagar, porque não há custo, onde não há moeda de troca. O amor de Deus que salva os que creem.  Favor ou mercê concedido por Deus.

 

 

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