A INFINITA HUMILDADE DO NOSSO REDENTOR

E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.

E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.

E, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura (cocho para alimentar animais), porque não havia lugar para eles na estalagem.   

Diferentemente das condições do nascimento do nosso Redentor, a modernidade hoje tem uma grande preocupação com o período gestacional e o bem estar da parturiente e da criança, e uma grande expectativa e preparação em torno do nascimento da criança, como pré-natal, enxoval, decoração do quarto, lembrancinhas para visitantes, e outros implementos que envolvem a vinda do tão sonhado filho.

Mas o Senhor Jesus é quem deu de Si por nós, esvaziando-se da glória  que tinha junto ao Pai, para padecer como pecador, à começar pelo seu nascimento. Que mãe se conformaria em dar a luz numa estrebaria, enrolar a criança em panos comuns, e depois colocá-lo num cocho? Um lugar sem recurso algum, que não oferecia o mínimo de conforto, como também não havia as mínimas condições práticas para uma parturiente.  

Quem seria capaz de passar por esse constrangimento, sem murmurar nem lamentar? Foi desta forma que nasceu aquele que veio para remir o homem do pecado e da morte. Rei dos reis, Senhor dos senhores, totalmente desprovido das coisas deste mundo, não tomou para si luxo algum, aliás, sequer o essencial para o nascimento de uma criança, antes optou pela simplicidade, e acima de tudo pela infinita humildade, para que  o imitemos em sua perfeição.  

A cidade de Nazaré era desdenhada pelos doutores da lei porque de lá nenhum profeta havia surgido (João 1.46 – 7.52), mas foi lá que o Senhor cresceu (Mateus 2.23 e João 1.45, 46), no anonimato, de caráter discreto, vivendo do suor do seu rosto, trabalhando como carpinteiro (Marcos 6.3) até que se completasse a idade de assumir o seu Reinado (Lucas 3.23). 

PELA HUMILDADE, JESUS RECUSOU TRATAMENTO ESPECIAL  

Perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus

Quanto a nós, muitas vezes quando alguém nos faz uma referência elogiosa por alguma generosidade ou mesmo por habilidade ou talento, isso nos enche de satisfação pessoal, o ego transborda, e esquecemo-nos que, por nós mesmos não somos capazes de nada, mas tudo vem do Senhor, tanto o querer como o efetuar, segundo a sua vontade, porque somos ínfimas criaturas, peregrinos no caminho, e toda honra e glória a Deus pertence, porque Dele, por Ele e para Ele são e foras feitas todas as coisas.

Considere o testemunho de humildade do Senhor,  tendo sido exaltado por um homem, o qual lhe chamou de “bom Mestre“, Ele não acolheu esse tratamento, mesmo com todo poder no Céu e na terra, preferiu reverenciar ao Pai que está no Céu, como único merecedor, digno, de honra e glória.  

E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça (Lucas 9. 57, 58). Jesus, nunca se preocupou com o bem estar aqui na terra, viveu de maneira simples, sequer tinha lugar certo para repouso, porque o seu Reino não era deste mundo (João 18.36).

 Suscitou também entre os discípulos uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores.

Mas vós não sois assim; ao contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que domina seja como o que serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve (Lucas 22.24-27).

Cristo nos dá o exemplo de bondade, simplicidade e humildade, sendo homem de dores, puro, integro, Santo, o mais justo dentre todos os homens, na sua infinita humildade, se nivela aos mais simples serviçais, e afirma que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para reconciliar o homem pecador com o Pai.

O FILHO NÃO USURPOU SER IGUAL AO PAI   

Hebreus 5.6-9, descreve: Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque, o qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.

E a palavra aos Filipenses 2.5-8, recomenda que, haja em nós, o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.

Colossenses 3.12, 13, exorta: Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

Em I Pedro 2.18-25, a Palavra de Deus alerta para que também sejamos humildes assim como Jesus nos exemplificou em toda boa maneira de viver , e alerta: Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor ao Senhor, não somente ao bom e humano, mas também ao mau; porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.

Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas, o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano, e, quando O injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente.

Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao Pastor e Bispo da vossa alma.

LEVOU SOBRE SI AS NOSSAS DORES  

E Isaías 53.2-7, descreve o sofrimento de Jesus, dizendo: Porque foi subindo como renovo perante Ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.

Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.   

Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores. 

CRISTO PERDOA OS SEUS EXECUTORES 

E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lucas 23.33, 34).

Jesus Cristo, homem de dores, sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados, foi humilhado das mais diversas e terríveis formas. Com todo poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou em nada, na hora de sua maior aflição não pediu vingança ao Pai pelos seus executores, mas pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo, o maior exemplo de bondade e humildade, porque sublime é o perdão.

Louvai ao Senhor!

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