A GENUINA ADORAÇÃO

Feito à semelhança de Deus, o homem foi dotado de um espírito cuja inclinação é só uma: adorar ao Criador. Mas o pecado uma vez consumado e tendo trazido com ele a morte, provocou um verdadeiro “desvio de função” no espírito do homem, fazendo com que este não consiga discernir a verdadeira adoração ao Eterno, tornando-o confuso e sujeito a outro Senhor que não o seu próprio; em completo estado de vulnerábilidade à vontade da carne e do diabo.

Mas vindo o Filho de Deus ao mundo, proporcionou ao homem um novo nascimento, a fim de que uma vez reconciliado com o Pai, este pudesse prestar a ele uma genuina adoração. Por isso disse à mulher Samaritana: “Mas a hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” João 4: 23.

Mas quem creu na pregação do Mestre? Quem deu a Ele ouvidos? Vê-se um multidão de “adoradores” no mundo, cada um venerando algo ou alguem que considera digno de receber honras e glórias; muitos deles prestando cultos a si mesmos, adorando primeiro a criatura ao invés do Criador.

Por outro lado, vemos também um povo sem rumo, guiado por guias cegos em direção ao precipício. Para suprir a necessidade da alma, buscam sensações fortes durante  práticas  e ritos religiosos que julgam ser atos de adoração a Deus; mensuram o nível de comunhão com Deus baseados no que veem ou sentem na carne: um choro incontrolável; um movimento estranho do corpo; gritos e pronuncias de palavras cujo significado ninguém entende.

A uma estrutura física construida com tijolos, chamam igreja e a elegem como lugar de adoração; a um monte ou outeiro atribuem um poder sobrenatural, dizendo que ali os ouvidos de Deus estão mais abertos; campanhas de sacrifícios são dedicadas em troca de bençãos; e da obra de salvação vivenciada na cruz, conseguem fazer uma obra de arte, transformando em danças, músicas e teatros para aplausos dos homens.

A todas estas coisas chamam adoração, e o que o mestre ensinou é deixado à parte. Quem dera que todos se rendessem aos seus ensinamentos e o adorassem em espírito e em verdade! Certamente compreenderiam que a genuina adoração não pode ser vista a olho nu, pois é espiritual e que somente aquele que sonda o coração pode medí-la.

O Pai ainda procura os verdadeiros adoradores, aqueles que mediante a fé em seu Filho tem o espírito vivificado. A estes, o Pai concede a paz eterna e o descanso para a alma aflita. Nada do que é visível e palpável lhes é suficiente para promover gozo e calma, pois estão mortos para as obras da carne e suas vidas estão escondias em Cristo; seus dias nesta terra estão contados e eles sabem bem disso; vivem como peregrinos no caminho e na sua alma arde um profundo desejo: ver o dia da redenção.

“Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos, ou morramos, somos do Senhor.” Romanos 14:8.

A Ele a Glória! A Ele a Honra! E o Poder para todo o sempre. Amém.

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